17mai
Em Filosofia, Yoga Marcadores , ,

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Conhecimentos Valiosos

Por Márcia De Luca

Publicado originalmente no site Márcia De Luca

Ilustração: Joca Benavent Monfort

Segundo Patañjali, o grande codificador do Yoga, essa técnica é composta de oito partes e uma delas são os niyamas, sugestões para a formação do caráter.

Swadhyaya é um dos niyamas e ensina que todo praticante de Yoga deve se dedicar ao auto estudo, a observação de sua conduta, de seus atos, de seus pensamentos. Vigiando sempre, estando presente no momento conseguiremos purificar nossas ações.

Necessário também o estudo das escrituras e dos textos sagrados para o aprofundamento em nossa evolução espiritual.

Devagar mas sempre!

13mai
Em Filosofia, Inspiração, Pratique mais!, promoções, Yoga Marcadores , , ,

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Promoção cultural: transforme as suas emoções

Dra. Uma Krishnamurthy está no Brasil e ministra um workshop no dia 25 de maio.

Formada em Psiquiatria na Índia, tem riquíssima experiência no âmbito da Psicologia do Yoga, da cura e da transformação de emoções, suas principais áreas de interesse e temas de sua pesquisa. É autora de um livro de Psicologia do Yoga, ainda inédito.

Que tal ganhar um convite para o curso?

Envie uma foto que remeta a emoções positivas. A foto deve ser de sua autoria. A mais criativa, de acordo com os os critérios de três avaliadores, ganha um convite para participar do workshop. 

A foto deve ser enviada para o email: [email protected]

Só aceitaremos esse tipo de envio. Todas as fotos enviadas serão postadas em um álbum no facebook, na página do Yoga Pela Paz.

A promoção vai até o dia 20/05 e o resultado será divulgado, nesta fanpage, no dia 22/05

Conheça mais sobre o evento e sobre a palestrante AQUI

 

08mai
Em crianças, Filosofia, Yoga

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Yoga, Espiritualidade e Religião

Por Cassia Parmeggiani

Publicado originalmente no blog Pequenos Yogis

Foto reprodução

Hoje em dia, ainda muitas pessoas confundem o Yoga com práticas religiosas, seitas, criando uma imagem errada sobre a prática e seus praticantes.

O Yoga não tem credo singular, nem um ritual pelo qual os praticantes expressam a sua fé ou lealdade, como o batismo ou iniciação. Não existe obrigação religiosa como freqüentar cultos, sacramentos, ou peregrinação devocional.

É importante entender a diferença entre “religião” e a palavra “espiritualidade” frequentemente associada a religiosidade.

Espiritualidade tem a ver com a vida interior, com o entendimento, com a constante evolução de si mesmo e seu lugar no cosmos.

A religião é a estrutura organizacional que damos à nossos processos espirituais individuais e coletivos: rituais, doutrinas, cerimônias e as congregações.

Muitos ocidentais vêm o Yoga principalmente por seus benefícios físicos, mas com o tempo descobrem suas qualidades meditativas e efeitos mais sutis sobre a mente e as emoções, igualmente benéficos.

O Yoga ensina a desenvolver a inteligência espiritual do ser humano como a capacidade de adaptação afetiva, sentimental e anímica de um indivíduo ao seu meio.

O praticante de Yoga aprende a sentir, a entender e a aprender que ele não é só o que pensa ou crê ou como reage perante as mudanças físicas do corpo e das coisas que o rodeiam. Aprende que o seu espírito é o que ele sente, e que é mais importante Ser do que Ter.

É mais importante ser um bom médico ou professor do que ter um diploma de médico, ou professor. É mais importante ser feliz que ter cara de felicidade. Liberdade é poder ser, pois ter é um estado passageiro.

Para ser de verdade tem que aprender, e para aprender a ser, deve se comunicar com o seu interior, entender e respeitar seus sentimentos, paixões, anseios, afetos e estados anímicos.

O Yoga nos permite trabalhar com a inteligência afetiva, essa capacidade de entender e se adaptar aos sentimentos e afetos dos outros, assim como nos permite trabalhar com a inteligência emocional que é a capacidade de entender e adaptar as emoções ao nosso ser.

A finalidade do Yoga é o Samadhi, a experiência de Plenitude existencial que nos integra com o universo, com o Todo. E isso só se conquista com a evolução espiritual, e isso não se refere nem à educação religiosa nem à religiosidade.

Ser espiritual não significa ser religioso como ser religioso não significa ser espiritual. Consideramos a arte como a expressão do espírito e através dela expressamos nossos sentimentos e nem por isso a arte é uma religião.

Se entendermos isto, então poderemos compreender como um Asana ou postura pode chegar a ser espiritual simplesmente pela sua atitude.

Evento relacionado (clique no flyer para ampliar)

Cassia Parmeggiani é Professora de Yoga Integral, Hatha Yoga e Yoga Restaurativo, com especializações em Yoga para Gestantes, Crianças e Yoga na Educação. Membro da I.Y.T.A. (International Yoga Teachers’ Association) e da Aliança do Yoga. Por mais de 10 anos se dedicou ao magistério sendo especialista em educação infantil.

É Doula (Acompanhante de parto profissional que auxilia e orienta a gestante/parturiente durante todas as etapas da gestação, seja no pré-parto, parto ou pós-parto, visando proporcionar conforto físico, emocional  além de atuar na Educação Perinatal que permite que os pais se preparem para vivenciar uma gestação e um pós parto de maneira consciente, natural e acima de tudo bem informados) formada pelo GAMA-SP. 

” Acredito que partilhar os conhecimentos do Yoga é a minha missão, ajudando assim que os outros possam viver de forma mais completa, equilibrada, saudável e acima de tudo FELIZ. O Yoga é um caminho seguro para chegar lá…..” 

28mar
Em destaques, Filosofia, Na net, Yoga

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Isso não é Yoga!

Por Pedro Kupfer

Publicado originalmente no site yoga.pro.br

Você já escutou a frase do título dentro da sala de prática, pronunciada por um professor que supostamente deveria ser equânime? Acontece que alguns professores de Yoga têm o hábito de cutucar ou agredir seus colegas com chavões desse tipo. Esses professores, que felizmente são minoria, acreditam piamente que o sistema que eles defendem seja o melhor ou o mais autêntico, ou o mais eficiente, ou o “original”.

Qual é a razão de alguns professores teimar em manter viva a controvérsia “o meu Yoga é o melhor”? Pense aí: é o medo. De um lado, medo de estarem errados na sua crença; do outro, medo de que você vá praticar com o professor da próxima esquina (o que acaba naturalmente acontecendo quando as pessoas percebem o quanto essas atitudes são erradas e desnecessárias).

Diga-me uma coisa: isto soa “yógico” para você? Opiniões e palavras fortes podem dar a impressão de que derivam de um lugar justo e aceitável, mas é bem mais provável que elas nasçam no ódio, na intolerância e no medo de quem as sustenta.

Professores de Yoga que usam salas de práticas e blogs como púlpitos para doutrinação ou descarregar suas frustrações em relação ao que os colegas ensinam ou praticam estão perdendo uma bela oportunidade de praticarem a tolerância, a equanimidade e a aceitação, atitudes sobre as quais a tradição do Yoga sempre se apoiou.

O certo e o errado.

Há lugares e lugares para dialogar, e formas e formas de dizer as coisas. Há condutas dharmikas e condutas adharmikas. As condutas dharmikas devem ser elogiadas e apoiadas publicamente. Gestos de alegria e aprovação devem ser dirigidos às pessoas que as ostentam, segundo o sábio Patañjali recomenda no Yogasūtra:“o psiquismo se purifica cultivando atitudes de amizade, compaixão, alegria e equanimidade, diante da felicidade, do sofrimento, da virtude e da equivocação, respectivamente” (sūtraI:33).

As condutas adharmikas devem ser apontadas, também publicamente, para alertar os demais praticantes para que esse tipo de atitude não prolifere, e para que não se corra o risco de achar que adharma é dharma. Não há nada de errado enquanto a isso. Aliás, errado é se omitir e dar de ombros pensando “isso não me diz respeito”, quando algum atropelo é cometido, em nome do dharma ou não.

Tampouco acho que seja errado debater temas como a maneira em que o Yoga vai evoluindo ao longo do tempo, especialmente na atualidade, quando tantas formas híbridas estão surgindo e tantas distorções acontecendo. Mas, existe uma grande distância entre apontar o errado ou questionar construtivamente uma prática, e se arvorar em único dono da verdade.

Bater ou debater?

Uma coisa é fazer o inevitável comentário jocoso sobre o Yoga do cuspe (que existe de verdade!) ou sobre o Yoga para cavalos, ou manifestar uma justa indignação em relação à mistura de Yoga com pornografia. Outra coisa, muito diferente, é alimentar um discurso intolerante e agressivo em relação a todas as formas e tradições que não sejam a própria da pessoa que fala.

Muitas vezes essa agressividade nasce da insegurança, e esta do medo, e este da ignorância. Assim, a ignorância dá lugar a atitudes infelizes nas quais o professor ataca irracionalmente os colegas que não assinam embaixo do seu credo. O discurso do “Yoga superior” é essencialmente idêntico ao discurso da raça superior, ao da religião superior e aos demais discursos que, historicamente, levaram os seres humanos à guerra e ao genocídio.

Em alguns casos, falta muito pouco para os supremacistas do Yoga chegarem à agressão física, ostentando atitudes típicas de adolescentes inseguros que precisam se afirmar agredindo os demais. Recentemente, recebi uma mensagem através do meu site onde uma pessoa que queria estudar e praticar Yoga, com total justiça, se dizia negativamente surpresa com a banalização, as intrigas e a falta de união que percebeu no nosso meio.

Vamos crescer?

Assim, a minha opinião é que esse tipo de discurso supremacista poderia perfeitamente ser deixado de lado, já que não acrescenta nada ao debate sobre o futuro do Yoga (se é que esse futuro importa para nós), assim como não acrescenta nada (pelo contrário, empobrece), a bela variedade de caminhos e pontos de vista que existem no Yoga.

Cabe lembrar que existem vias diferentes para pessoas diferentes, e cada uma dessas vias merece nosso respeito e aceitação. Quando encontramos a maneira de praticar que nos satisfaz e a visão que sacia nossa sede de conhecimento, deveriamos, igualmente, encontrar a tolerância em relação ao Yoga que os demais caminhantes escolheram.

Assim, acredito, estaremos honrando nossos mestres, e aqueles que vieram antes deles. Estaremos honrando os sábios Vyāsadeva, Patañjali, Śaṅkarāchārya, Gorakṣanatha e toda a linhagem de ṛṣis que manteve viva e nos legou essa visão libertadora. Concluo esta reflexão citando o Ṛg Veda:

“Ó homem que procuras a verdade e a sabedoria,

abre os braços e deixa que o conhecimento

chegue a ti de todas as partes.

A verdade é una e os sábios irão

ensiná-la de diferentes maneiras”.

Pedro Kupfer é professor de Yoga, mora em Mariscal – SC e é editor do siteYoga.pro.br

21mar
Em Filosofia, Yoga

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Yoga como educação da alma

Por Lucia Ehlers

Adquirir uma fiel percepção do corpo é uma das muitas dádivas que a prática prolongada de asanas (posturas físicas do Yoga) proporciona. Há nisso uma intenção de educação da alma. Alma educada se expande pelas muitas vias do autoconhecimento, e expansão é liberdade, é dizer não às limitações que vem de fora e de dentro. Rousseau dizia bem: nascemos livres e, no entanto, nos vemos acorrentados por todos os lados.

O mundo pós-moderno já não aceita mais a escravidão; no entanto, são poucos os que se sentem e se consideram livres, e os grilhões são criados por nós.

Essas amarras não constituem uma prerrogativa do homem contemporâneo, tampouco da cultura ocidental. Patanjali, possivelmente cidadão do século III da nossa era, fazendo o seu mapeamento psicológico do ser humano com as ferramentas de uma milenar tradição, destilou passo a passo as mazelas do ser humano.

Limitações, penúrias, grilhões e amarras: são esses os conteúdos dos kleshas (obstáculos) que Patanjali considera mandatório superar para que se possa conviver em harmonia consigo mesmo. Só isso? Dirão. E os outros? E o mundo?

Está aí o milagre do autoconhecimento: essa luz, esse foco, essa clareza sobre si mesmo há de derramar-se por todo o seu entorno. Gandhi sabia disso, dizia ele: opere em você a transformação que quer ver no mundo.

Estamos em 2013. Padrões societários perdem força, estão mais móveis e instáveis do que nunca e abrem espaço para novos impulsos evolutivos. Agarramo-nos a uma ficção que mais parece um feitiço: o da solidez inabalável. Feitiço que nos faz consumir irrefreavelmente, para que possamos nos sentir seguros, cuidadosamente protegidos de medos e carências pelo véu de maya (ilusão). Não mais que um véu; segurança frágil e vulnerável essa, que hoje vem sendo minada por poderosas forças de uma transformação radical, que nada mais é do que deslocar o olhar e a escuta para dentro de si mesmo, com o objetivo de corrigir estruturas e avaliar condutas a partir do amor.

Educar a alma é exercer essa escuta cuidadosa, é redirecionar o olhar, tal como propõe Patanjali ao ensinar a superar os kleshas. A escuta acolhe o amor, o olhar acolhe a luz, a escuridão se dissipa e o medo se dissolve.

 Evento relacionado (clique no flyer para ampliar)

 

15mar
Em Filosofia, Yoga Marcadores , ,

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Afinal de contas o que é Yoga, ou seria Yôga, ou ainda Ioga?

Por Mario Reinert

A palavra Yoga literalmente significa “união” da raiz yuj, que significa unir, integrar. Tem a mesma origem do indo-europeu (Língua que deu origem ao sânscrito, latim, português etc.) da palavra jugo em português e yoke em inglês. Dependendo do contexto, ela pode receber diferentes significados, “disciplina ou estilo de vida”, como nas Upanishads (parte final dos Vedas), ou como “A restrição das flutuações da mente”, segundo os Yoga Sutras de Patanjali (um dos principais texto do Yoga). Quanto à pronúncia da palavra, em sânscrito ela é peculiar, pois a letra O é sempre longa e fechada. Se fôssemos buscar uma transliteração para a mesma pronúncia no português, seria algo como: Iôôga, com i, fechada e com duração de dois tempos no “ô” coisa que não temos em português.

Mas vale lembrar que o processo de assimilação de uma palavra por uma outra língua vai muito além da transliteração (processo de adaptar uma palavra de uma língua para a fonética de uma outra língua). O uso coloquial da palavra e os hábitos de uso vão influenciar em sua grafia final. Hoje em português do Brasil no dicionário, o Yoga se escreve “a ioga”, gênero feminino e com “o” aberto pelo ditongo “io”. Mas não se esqueça que na Índia, não existe distinção nenhuma entre o Yoga e a Ioga, e o mais importante não é como se fala e sim o que se faz, ou seja, nossas atitudes perante a vida. Pratique e seja ético!!!! Namastê!!!

Mario Reinert é arquiteto formado pela Universidade de São Paulo. Praticante dedicado das artes marciais, percorreu diversos estilos (Muay Thai, Judô, Capoeira, Ju-Jitsu, Boxe etc.) com destaque para o Aikido, no qual chegou a faixa preta. Iniciou no Yoga buscando a cura para uma tendinite por uso do computador (LER), com a prática do Yoga encontrou mais do que a cura de uma doença, encontrou uma nova maneira de viver, com mais harmonia e consciência. Fez seguidas viagens para à Índia, praticando especialmente Ashtanga Vinyasa Yoga em Mysore no KPJAYI e a Meditação Vipassana. Em Mysore, recebeu a autorização para ensinar o método Ashtanga Vinyasa, mas em 2010 após a morte de Sri K. Pattabhi Jois desligou-se do Instituto, por não concordar com os rumos que este tomara. Estudou com diversos professores, formação de Iyengar Yoga com o professor Kalidas Nuyken em São Paulo (não concluído), Pránáyámas com BNS Iyengar (Mysore, Índia), Filosofia Indiana com os professores Nagaraj Rao e Gangadhara (Mysore, Índia), Bhagavadgita com DR. Satianarayana Das – (Rutgers – NJ – US), Yoga Sutras com Dr. M.A. Jayashree e M. A. Narasimhan(Mysore, Índia), Vedanta com a Mestra Glória Arieira e Vedánta e Sânscrito com Paula Ornelas, sua aluna, Anatomia com Leslie Kaminof e Amy Matthews (NY, US), entre outros. Hoje dedica-se a uma prática sutil e equilibrada baseada em sua experiência e que inclui todos os aspectos do Yoga, em busca de Saúde e Autoconhecimento. Também dirige o Namaskara Estúdio de Yoga ao lado de sua esposa Renata Ventura.

www.namaskara.com.br

http://www.agenda.namaskara.com.br

 

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