30nov
Em Respiração

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>Yoga Contra o Cigarro

>Por Madu Cabral

O Yoga tem algumas ferramentas eficientes para ajudar a nos livrar dos vícios. A prática de asanas espalha mais consciência por nosso corpo e nos ensina quais hábitos não nos fazem mais saudáveis, ou pior, quais deles nos fazem mal.

Depoimentos de pessoas que pararam de fumar depois que começaram a praticar Yoga são comuns. A professora Regina Shakti explica que o Yoga ajuda muito nesse processo porque tira ansiedades, traz bem-estar, equilibra a mente e o emocional. Uma aula com asanas, pranayamas, relaxamento e meditação tem um efeito extraordinário. “Um ambiente favorável é fundamental, sempre recomendo que quem quer parar de fumar precisa ficar num ambiente que não fumem pelo menos por um tempo”, acrescenta a professora que recebe em seu ashram em Campos do Jordão (SP) muitas pessoas que querem se livrar do vício.

Ajuda ancestral

Pranayamas são fundamentais porque recuperam a força dos pulmões e dão uma sensação de limpeza que a pessoa não quer perder.

A meditação é também uma ferramenta poderosa, porque a pessoa tem oportunidade de mentalizar os hábitos que deseja ter e os que deseja eliminar. Organizar-se internamente é muito eficiente para conseguir abandonar um hábito indesejável.

Cuidar de si é uma tarefa básica e intransferível e para quem se cuida é PROIBIDO FUMAR.

26nov
Em Respiração

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>Yoga Restaurativa

>Por Marilene Cardeal

A aula de Yoga restaurativa é uma prática suave, destinada a pessoas que estejam se recuperando de lesões, cirurgias, tratamento quimioterápico e outros que, embora necessários, deixam o paciente muito debilitado. Pessoas que preferem uma prática mais tranquila e gestantes também se beneficiam deste tipo de prática.

A aula se baseia na necessidade individual do praticante, apesar de ser em grupo. É comum um aluno fazer uma sequência de surya namaskar (saudação ao sol), enquanto outra que sente enjoos devido ao início da gravidez está em uma posição passiva, suportada por almofadões, cobertores e blocos; ao mesmo tempo em que outro ainda faz um pranayama (exercício respiratório) para acalmar o sistema nervoso. Aos exercícios são associados respiração, visualizações e relaxamento consciente.
O objetivo desta prática é levar autoconhecimento ao praticante e ajudá-lo a assumir responsabilidade sobre seu processo de cura, a se lembrar que sua verdadeira natureza é felicidade plena e isso inclui também a saúde física, emocional, mental.

Alguns efeitos das técnicas utilizadas são:
- melhorar o funcionamento das articulações;
- estimular a circulação sanguínea;
- restaurar o tônus muscular;
- conectar corpo físico, mente e emoções;
- equilibrar o fluxo de energia vital;
- ajuda a prevenir o desânimo e ansiedade que acompanha os processos de recuperação, o medo do desconhecido.

Para quem quiser experimentar esses efeitos em um simples pranayama, recomendo o nadi sodhana pranayama (respiração das narinas alternadas). Ele ajuda a equilibrar os hemisférios cerebrais e assim percebemos que existem momentos em que precisamos de atividade e outros em que precisamos de passividade, como dia e noite se sucedem constantemente. Mesmo que tenhamos preferência por um período e nos sentimos aborrecidos com o outro, ambos são necessários, se complementam.

Pode-se somar ao exercício uma visualização:
Imagine-se sentado sobre um lótus branco que flutua no meio de um lago. Ao seu lado esquerdo o lago é iluminado pela luz da lua, ao seu lado direito o lago está iluminado pela luz do sol. Quando a narina esquerda está aberta, inspirando ou exalando você recebe todos os benefícios da lua; repouso, tranquilidade, passividade. Quando a narina direita está aberta você recebe todos os benefícios do sol; energia, alegria, atividade.

Marilene Cardeal ensina Yoga desde 1997.
www.arunayoga.com.br
www.marilenecardeal.com.br

24nov
Em Geral

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>Contribuição do Professor Shimada para o Yoga no Brasil

>por Marcos Rojo Rodrigues

O Yoga no Brasil começou em grande estilo. Quatro nomes fizeram escola e um bom número de seguidores com quatro diferentes vertentes. São eles:

· Professor Caio Miranda – desenvolveu o interesse pelo estudo dos textos clássicos. Fez a primeira tradução do Hatha Pradipika e Gheranda Samhita no Brasil.
· Professor Hermógenes – enfatizou a importância do comportamento e de atitudes na vida do praticante de Yoga.
· Professora Celeste Castilho – desenvolveu o trabalho nos principais clubes de São Paulo, adaptando o Yoga para uma clientela não específica.
· Professor Shimada – enfatizou a importância do Yoga científico.

Podemos dizer que o professor Shimada foi um grande estimulador da aproximação do Yoga da área da saúde. Patrocinou a ida de professores para a Índia, a fim de estudarem em escolas onde o Yoga era pesquisado científica e literariamente. Sempre foi a favor de um estudo sistemático e criterioso em Yoga. Com todo seu conhecimento, nunca perdia a oportunidade de aprender, se inscrevendo como aluno em vários cursos ligados à área da filosofia e medicina.

Assim como os outros professores acima citados, o professor Shimada vivia o que ensinava, era a humildade em pessoa. Fazia de cada situação um motivo de aprendizagem, basta ver o título do livro que relata sua vida: “A Yoga do Mestre e do Aprendiz”.

Hoje, com sua ausência, percebo muito mais a sabedoria de suas palavras e atitudes. Procuro ficar com o privilégio de tê-lo conhecido e não com a tristeza de ter perdido um amigo.

23nov
Em Geral

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>Tonturas

>Por Gerson D’Addio

Tonturas durante a prática de Yoga são comuns e podem ter inúmeras causas, tais como labirintites, episódios hipoglicêmicos e alterações no pH sanguíneo (que pode ser causado pela prática de kapalabhati).

Contudo, creio que a razão mais comum para tonturas durante as práticas são as reduções da pressão arterial, principalmente pelas alterações súbitas de posição ou após longos intervalos de tempo executando posturas em pé, com exigência de contrações isométricas dos membros inferiores.

Nos casos de tonturas associadas às variações de pressão, a sugestão é fazermos transições lentas, principalmente quando saindo das posições deitadas, recomendando-se o realinhamento da coluna gradualmente a partir da sua base e elevando-se por último a cabeça.

Em uma prática com longa permanência em pé, é interessante intercalar com outras posturas alguma variação em flexão onde haja melhor irrigação da cabeça, como padahastasana (posturas dos pés nas mãos) ou uttanasana (postura de alongamento intenso para frente), lembrando de também voltar destas com os mesmos critérios de realinhamento gradual da coluna.

Gerson D’Addio da Silva é educador físico, professor de Yoga, com especialização em anatomia e fisiologia. Atualmente Gerson organiza um curso de aperfeiçoamento a distancia (www.phorte.com) e uma viagem para estudos na Índia (www.raidho.com.br).

19nov
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>Dança e Yoga

>Por Madu Cabral

O professor certificado de Iyengar Yoga e de dança, Laurrent Dauzou, mudou-se para o Brasil, onde soma o conhecimento e experiência nas duas práticas em aulas dinâmicas que espalham consciência pelo corpo de seus alunos.

Como Yoga está ligado à dança? A tradição teológica da Índia traz resposta a essa pergunta com a figura de Shiva. Ele simboliza vínculo entre a dança e o Yoga na realidade universal. Tara Michael, na introdução do livro Hatha Yoga Pradipika, descreve Shiva como o ponto de concentração suprema do yogi em sua prática. Quando este ponto é atingido, a energia livre, a dança, se libera da postura, livre de qualquer constrangimento; é o movimento do Amor. Evocando minha própria experiência, diria que a dança confere a graça ao yogi e que o Yoga traz força ao dançarino. A dança é uma expressão, o Yoga é um movimento de impressão. A dança vai do interior para o exterior, o Yoga funciona do exterior para o interior. O dançarino expressa suas emoções sublimando-as. O yogi não deixa nenhuma emoção transparecer e concentra em seu movimento. O dançarino dança em harmonia com o outros enquanto o yogi é solitário na sua prática.

O dançarino ocupa o espaço quando se desloca, ele o transforma como quer, podendo torná-lo imenso ou estreito, resistente ou fluido. Ele pode conceber curvas no espaço ou linhas retas, ser rápido ou lento e deformar o tempo. Ele troca de cara ou de corpo permanentemente, martela a cadência ou se abandona ao silêncio infinito. O dançarino é plástico, orgânico e místico, ele corre, salta, brinca com os outros dançarinos numa harmonia frequentemente perfeita. O yogi deve integrar todos esses elementos da dança na sua própria prática até um silêncio interior profundo. Ele também deve vivenciar na sua postura todos esses estados, os transcender até o ponto focal absoluto: a origem do todo.

Como as atividades físicas influenciam na prática de Yoga e vice-versa? Penso que qualquer esporte, atividade física, ou até mesmo desenhar, cozinhar, ou a atividade de pedreiro, trazem à prática do Yoga uma matéria ao movimento, uma gestalt à prática. A atividade física proporciona uma qualidade ao corpo. Se você é nadador terá o prazer de se encontrar na fluidez do trabalho do Yoga. Se for atleta de corrida vai prezar encontrar as sensações corporais da corrida, do salto, do voo e da queda. Isso vai lhe permitir ganhar distancias interiores e matérias interiores. Seu interior não é diferente do exterior. O corpo é uma ideia material. A prática física é preparação para a busca da sua própria alma, uma espécie de simulação sobre a terra antes da partida para o astral.

Qual é a importância dos alinhamentos na prática? Os alinhamentos no Yoga são ações do pensamento sobre si. Quando alinhamos uma perna, dos artelhos até os quadris, existe uma fusão entre o corpo e o pensamento. Esse alinhamento corporal é bom para a saúde, e a linha mental é um excelente suporte para o autocontrole. Essas linhas são meios de construir formas simples no mental, de arquitetar o pensamento que é o substrato da alma. Quando os pioneiros dos Estados Unidos construíram o telégrafo, passaram por paisagens imensas e difíceis para passar as linhas. Mas o essencial foi que, uma vez conectados de leste a oeste, cada um podia enviar sua mensagem. E, acredite, só as mensagens eram importantes para as famílias: “estou bem, te amo, chego em breve …” e todos esqueceram logo as linhas e as dificuldades para construí-las!

Quando criamos uma linha de pensamento, o espírito pode se apoiar sobre ela, como a gota de chuva no fio da teia de aranha…

O que te traz paz? Yoga me traz paz, porque me conecta com o Divino e me relaxa… A família e os amigos me trazem paz. A natureza me traz paz. A ação me traz paz.


Laurent Dauzou é professor certificado no método Iyengar, pratica há mais de 18 anos e é professor de dança. Depois de dirigir o Centro de Yoga Anjaliom em Paris desde 2002, Laurren decidiu instalar-se no Rio de Janeiro com sua esposa em 2009.

17nov
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>O Yoga do Som

>Por Krucis

A música na Índia está intimamente ligada à filosofia e à religião e o som pode ser classificado como a vibração do éter e a vibração do ar. O primeiro corresponde à música das esferas de Pitágoras, é o som inaudível aos homens, o som não tocado onde os deuses se deleitam; e o segundo é a matéria prima da música feita pelo homem, o som tocado.

A palavra nada significa som, vibração. A palavra Yoga significa união. A prática Nada Yoga nos coloca em um estado de receptividade onde o não ego se manifesta colocando-nos em contato com o aspecto mais profundo de nosso Ser. A partir desse estado, o efeito curativo da vibração sonora se manifesta em nosso corpo e ao nosso redor. Com isso aprendemos que a saúde é uma condição de ritmo e tons perfeitos e a vibração necessária à nossa saúde é produzida no nosso corpo.

Juntamente com a prática dos asanas (posturas do Yoga), tendo a música como mediadora, conseguimos chegar a um estado de relaxamento muito profundo e podemos experimentar o êxtase da quietude interna e externa.

“O que todos precisamos e tudo o que o mundo precisa é de Deus. Tudo o que necessitamos alcançar, tudo o que precisamos ganhar, a fim de abençoar nossas vidas, através da música, da harmonia, do amor, da ciência na sintonia certa ou por uma vida dedicada ao Bem, é Deus. Este é o tema central de tudo o que é bom”. (Hazrad Ianayat Khan)

Precisamos a aprender a ouvir o silencio entre as notas.


Krucis participou do evento Yoga pela Paz 2009 e dará um workshop em Porangaba (SP) de 4 a 6 de dezembro.

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