15jul
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>Amor Orgânico

>Por Pedro Franco

Todas as linhas de Yoga têm em comum a busca pela paz interior, a compaixão como prática e diretriz a se seguir. Algumas visões praticam para acordá-la, outras linhas praticam para edificar e expandir esta paz; sendo budistas, hindus, tântricos ou até mesmo de outras formas ecumênicas nas quais a aceitação do outro, do diferente, faz parte da base filosófica e da atitude perante a vida.

Muitas pessoas sentem dificuldade em silenciar a mente e despertar a consciência em suas vidas, pois foram programadas para serem racionais e competitivas ao extremo, se identificam apenas com o intelecto: ser feliz com a mente, “umbigo” ou com coração?

Ser racional no amor? Então vem a frustração… O universo que é quântico, curvo, espiralado e multifacetado, e muitos o vêm com uma mente reta e têm uma percepção superficial de tudo e de si mesmos, buscam a felicidade onde ela não está, competem consigo mesmos e com os outros.

O Yoga como união, paz, contentamento, pelo simples alinhamento entre pensar, falar e agir, são aspectos deste universo espiralado interligado e único, que só compreendemos quando reluzimos nossa verdadeira essência, multidimensional, que é o mais puro amor na essência, e se manifesta em bem-aventurança, compaixão e simplesmente paz.

 

15jul
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>Poder das Estrelas

>Por Shakti Chourey

O Jyotish (astrologia védica) se baseia na crença da reencarnação da alma. Esta crença denota que sofreremos ou usufruiremos nesta vida dependendo das nossas ações na vida ou vidas passadas. Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido oposto. Esta é a lei do karma (que literalmente significa ação). O que está para acontecer nas nossas vidas pode ser previsto pelas posições das estrelas e planetas na hora do nascimento da pessoa. Destas posições estelares nós criamos o mapa natal da pessoa e com esse mapa natal podemos ver as dificuldades que a pessoa poderá passar, se existe a propensão para doenças, e que tipo de doenças poderá desenvolver. Podemos também saber o nível de capacidade intelectual da pessoa, assim como talentos, potenciais e as melhores direções para que ela possa escolher as melhores opções que a levem ao sucesso na vida, além de muitos outros aspectos; não só materialmente, mas especialmente astral e espiritualmente.

Por isso a astrologia védica é utilizada para nos fazer pensar sobre a verdadeira espiritualidade que leva à autorrealização. Qual é o propósito da lei da reencarnação se for somente para nos fazer voltar vida após vida, se não for para aprender e evoluir espiritualmente? Com certeza, o materialismo não nos leva a lugar nenhum. Podemos utilizar a vida material para ajudar a fazer a espiritualidade mais acessível, porém a vida espiritual é a que evolve a alma. O Jyotish ensina que não somos estes corpos, mas almas eternas, espíritos imutáveis. Somente o corpo nasce e morre, para a alma não existe nascimento nem morte. Se eu devo abdicar de tudo que conquistei com o meu trabalho duro durante esta vida toda quando morrer, qual seria o propósito de adquirir toda esta riqueza material? Logicamente, aquisição material não faz parte do objetivo da reencarnação. Nós não levamos nada material conosco, porém o aprendizado espiritual é o que guardamos durante esta jornada da nossa alma. E por isso mesmo o nosso objetivo de vida não deve ser aumentar a conta bancária, mas conhecimento espiritual porque isto que é eterno.

Ensinar e levar a mensagem do espiritualismo às pessoas é o objetivo real do Jyotish. É tão importante que nós descubramos a nossa natureza verdadeira, que é preenchida de felicidade e amor. Os Vedas dão a nós todos os instrumentos que podemos incluir nas nossas vidas para promover com sucesso a nossa evolução espiritual. A astrologia védica é uma delas. Devemos aprender balancear a saúde física, emocional e espiritual promovendo uma vida saudável, completa, feliz e satisfeita. Um astrólogo védico qualificado pode ajudar a compreender o que foi dado nesta vida e como dar forma ao destino atraindo forças positivas e repelindo as negativas, permitindo o uso máximo de todos os nossos potenciais. O resultado é uma clareza maior de percepção da felicidade interna, da paz da mente e de um modo de vida saudável, sempre progredindo.

Shakti Chourey nasceu em São Paulo e é filha de Meeta Ravindra, a famosa cantora indiana, e do astrólogo indiano Ravindra Karahe. Aprendeu Jyotish (astrologia védica) com seu pai desde a sua infância, quando ele sentava com ela na varanda da casa e juntos observavam os céus com suas estrelas enquanto ele explicava os ensinamentos básicos da astrologia védica para ela. Ele contava que aprendeu seu conhecimento védico com seu avô, que o levava para os campos do vilarejo e mostrava como os astros influenciam a vida de todas as pessoas de uma forma ou outra e como tudo faz parte de uma sincronicidade holística.

 

08jul
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>Por um Mundo Melhor

>Maíra Duarte

“Para mudarmos o mundo é preciso mudarmos a maneira de nascer.”

Essa é uma frase clássica do conceituado obstetra francês Michel Odent. Os traumas que sofremos durante o parto e nos primeiros meses de vida repercutem na construção do nosso caráter e em nossa inteligência emocional. Não se trata de nascer de parto normal ou cesáreo, trata-se de modificarmos totalmente a maneira de enxergarmos esse momento.

Novo para quem chega
Para o bebê, o parto representa a transição. É quando sai do conforto uterino e se depara com um mundo totalmente desconhecido. Esse bebê nunca teve sua pele tocada, nunca enxergou com nitidez, nunca respirou e nunca esteve em um espaço sem contenção física. O útero é apertado, escuro, úmido e macio, só não é silencioso, mas tem ruídos bem distintos dos que ouvimos aqui fora.

Paramos para pensar que o nascimento é a experiência sensorial mais intensa da nossa vida? Em que os cinco sentidos são hiperestimulados de uma só vez?! Logo que nasce, a criança precisa respirar bruscamente, é esfregada com um pano para tirar a “sujeira” do parto, recebe colírio cáustico em seus olhos e tem suas via aéreas aspiradas por sonda enquanto escuta o tilintar dos instrumentos de metal. E nós mal refletimos sobre isso.

Após receber cuidados protocolares e invasivos, o bebê conhece rapidamente a mãe e segue para o berçário, muitas vezes sem mamar, onde fica por horas, estendido em uma posição totalmente nova para seu corpo.

Esse é o tratamento que os bebês nascidos no Brasil recebem. Nas primeiras duas horas de vida, em que o estímulo de sucção é mais forte no bebê e a pega para a amamentação poderia ser praticada, ele está longe da mãe.

Passadas quatro horas, quando já está letárgico, é levado para ser amamentado. Neste momento, o estímulo à sucção não está tão presente, a pega pode não ser boa e as portas para as dificuldades com a amamentação se abrem. É cada vez mais comum mulheres terem problemas para dar de mamar e a falta de incentivo à amamentação na primeira hora de vida certamente está associada a isso. A ciência já provou e continua ressaltando que o melhor alimento para o bebê é o leite materno. Então, podemos começar a mudar o mundo por aí: proporcionando um alimento rico em proteínas, vitaminas e no ingrediente fundamental que nenhum outro leite artificial tem: anticorpos.

Novo para quem já estava aqui
Para a mulher, o parto também é um evento marcante e único, mesmo que tenha muitos filhos. É um rito de passagem, uma possibilidade de amadurecimento, momento de superação, exercício profundo de entrega à sabedoria do corpo, à natureza. O atendimento humanizado ao parto propõe que a mulher seja respeitada como protagonista em seu parto, que tenha liberdade de movimentos, tenha o acompanhante de escolha, esteja emocional e fisicamente segura, sinta-se confortável no espaço, não se preocupe com o tempo, receba auxílio para alívio da dor, caso haja necessidade e não receba intervenções desnecessárias. Quando isso acontece, ela se transforma e se o companheiro estiver junto, se transforma também. Finalizam a experiência do parto fortalecidos, realizados e confiantes. Essa confiança segue com a mulher pelos processos da maternagem e por toda a vida.

O Yoga e o Ayurveda nos auxiliam a confiar na sabedoria da natureza, a respeitar nossos ciclos, tempos e ritmos. Unindo as novas tecnologias à visão iogue do que envolve a chegada de um ser, estamos gestando uma nova forma de atendimento à gravidez e ao parto. Mães realizadas, pais presentes, bebês acolhidos, mundo melhor.

Maíra é terapeuta ayurvédica formada pela Escola Yoga Brahma Vidyalaya e no Curso Avançado de Ayurveda pela Academia Internacional de Ayurveda, na Índia. Especializou-se nos cuidados ayurvédicos com a gestante (Perfect Pregnancy Program). Doula formada pelo Gama (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa) e pela ONG Amigas do Parto, Maíra realiza acompanhamento de gestantes durante a gravidez, trabalho de parto e pós-parto. [email protected], (11) 8415-8222.

08jul
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>Por um Mundo Melhor

>Lygia Lima

Durante uma prática, cultivamos o Yoga como atitude: presença, consciência, respeito, contentamento e gratidão. Por meio dos asanas (posturas do Yoga), pranayamas (respiração consciente) e pela meditação em movimento criada por essa integração, desenvolvemos essa atitude de Yoga.

Minha intenção como professora é, por meio dessas ferramentas ancestrais,
inspirar cada vez mais pessoas a se conhecerem melhor, para que tenham mais qualidade de vida e devolvam isso ao mundo.

Lygia Lima estudou e foi assistente de Bryan Kest, fez algumas especializações com Shiva Rea, pratica Kundalini Yoga com Gurmuk e Happy Yoga com Steve Ross. Compartilha esse conhecimento em aulas, cursos e workshops.
[email protected]
(11) 7959-2088

07jul
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>Por um Mundo Melhor

>Ananda Jyothi

O Yoga traz flexibilidade e fluidez para a mente e o corpo. O mantra e a meditação nos acordam para uma dimensão espiritual, fazendo-nos ouvir o som interior e chegar ao estado de paz. E, quando isso acontece com um indivíduo, ele desperta e compartilha essa essência pacífica com a sociedade.

A energia da paz não tem limitação geográfica para fluir. Mais Yoga, melhor saúde para o praticante e para a sociedade! Mais meditação, maior felicidade para o mundo! Cante mantra e alcance paz!

O tablista, cantor e compositor vindo diretamente da Índia, escolheu o Brasil para viver há dez anos. Jyothi acumula três CDs lançados por aqui com convidados especiais. Assim surgiu o grupo Espiritualistas, formado por parceiros de Ananda Jyothi ao longo desses anos, provenientes de diversas regiões brasileiras. Seus shows são repletos de mantras e ritmos indianos dialogando com o melhor da sonoridade brasileira.

www.mantrabrasil.com
myspace.com/anandajyothi

07jul
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>Délhi: A Foto que Ficou na Memória

>
Por Marlei Caroli

O sol se põe em Nova Délhi deixando a cidade com um tom dourado meio fosco.

Finalizando o longo dia de visitas que começou em Old Delhi, com uma parada no restaurante Waves para um delicioso almoço indiano, o micro-ônibus passeia pelas largas avenidas do Parlamento, Ministérios, Casa do Presidente e, como não se pode descer por medida de segurança, circula várias vezes para podermos fotografar.

Com o cartão cheio de fotos maravilhosas, a máquina digital descansa na bolsa e eu descanso a cabeça no encosto do banco olhando para fora o trânsito louco.

Aí começa a passar um ônibus daqueles que parecem ter dez metros de comprimento e 50 janelinhas, cada uma com uma cabecinha de “indiano curioso” para fora.

Passa uma cabecinha, passam duas, três, quatro, dez…, 23…, 35…, 49 e ops, a última era a mais curiosa e o mais curioso, um macaquinho Langur, voltando do seu dia de trabalho. Com toda a graça de sua carinha e luvinhas pretas, ele passa e a memória fotografa, para sempre!

Se você for passear a pé nas praças e canteiros dessa parte da cidade, talvez possa encontrá-lo, ele trabalha lá e está sempre disposto a tirar uma foto em troca de um biscoitinho (e para o dono um bakishishi = caixinha).

A Índia é assim, total interação homem, animal, natureza. Não é raro caminhar entre vacas sagradas, sair de uma loja e dar de cara com um elefante estacionado na frente, pegar um táxi puxado por camelo, tomar café da manhã com um corvo dividindo o chapati com você.

Conte-me sua melhor história quando voltar, boa viagem!

Marlei é professora de Yoga e guiou muitos grupos pela Índia, Nepal, Tibete, Butão, Tailândia, Indonésia e Sri Lanka.
Para ver as histórias de suas viagens, acesse: omsharanam.blogspot.com
Para mais informações sobre roteiros: [email protected]

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