27out
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>Torcicolo

>Por Marise Berg

O torcicolo espasmódico (o tipo mais comum) é causado por uma contratura dos músculos do pescoço, gera dor e dificuldade de movimento. Esse tipo de contratura pode ser causada por tensão emocional, má postura, sobrecarga física, trauma por deslocamento súbito, permanência na mesma posição por períodos prolongados ou uso de travesseiro inadequado.

A Ayurveda (que em sânscrito significa “ciência da vida”) recomenda um tratamento sistêmico que inclui a eliminação dos fatores causais, massagens e aplicação de calor local, uso de óleos herbáceos, além de cuidados para amenizar o estresse e a tensão.

Toda doença começa com a influência de um fator causal. É fundamental descobrir o fator e fazê-lo parar de influenciar de forma negativa (corrigir a postura, trocar o travesseiro, aliviar a tensão).

Como tratamento local, recomendam-se as massagens com aplicação de óleos relaxantes e anti-inflamatórios (de arnica ou alfavaca, por exemplo), seguidas de calor úmido (swedana – sauna localizada).

A alfavaca (Ocimum Gratissimum) tem ação antiespasmódica, com efeito de relaxante muscular e induz o sono em casos de insônia por tensão muscular. O chá pode ser preparado na proporção de quatro a cinco gramas da planta fresca ou dois a três gramas da planta seca para cada 100 ml de água. Tomar 100 ml de duas a três vezes ao dia (CARNEIRO, 2009). Também se pode aplicar compressa de suas folhas frescas na região da tensão muscular.

Como tratamento sistêmico, aplica-se o nasya – a administração nasal de óleos herbáceos – que limpa e rejuvenesce os tecidos da cabeça e pescoço, clareia os órgãos dos sentidos, remove toxinas, nutre e tonifica a região, além de eliminar os doshas em excesso.

O estresse é a soma das respostas físicas e mentais causada pela exposição aos estímulos externos de forma pontual ou contínua e prolongada. Ele é o resultado da maneira individual de percepção, assimilação e resposta aos acontecimentos da vida.

A contração da musculatura esquelética responde a estímulos elétricos enviados pelo sistema nervoso. Ou seja, quando o nosso sistema nervoso determina que estamos tensos, automaticamente os nossos músculos se contraem. Quando a tensão for a causa principal da contração muscular, os principais tratamentos aplicados são:

Shirodhara – massagem seguida da aplicação de um fio de óleo morno na região da testa (com ênfase no ponto energético entre as sobrancelhas – ajña chakra, relacionado com a consciência espiritual e a intuição. Estimula a glândula pituitária que induz a produção de serotonina, levando a um relaxamento profundo, sensação de prazer, equilíbrio e clareza mental.

• Yoga, pranayamas (exercícios respiratórios), e meditação.

Também é importante repor a energia gasta durante o dia, dormindo adequadamente (em quantidade de horas e em qualidade de sono).

Fontes:
CARNEIRO, Danilo. Ayurveda, saúde e longevidade na tradição milenar da Índia. São Paulo. Pensamento, 2009.

27out
Em Geral

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>Anatomia do Torcicolo

>Por Gerson D’Addio

Torcicolo é uma alteração do tônus muscular na região cervical e ombros, caracterizado por contratura, normalmente de um lado, alteração na postura e dificuldade na movimentação da região. 

Há vários tipos de torcicolos: os mais comuns são denominados “repentinos” e são causados por fatores como estresse, má postura principalmente ao dormir (às vezes com travesseiros e colchões também impróprios), movimentos bruscos e alterações climáticas (principalmente frio, umidade e vento). Outros tipos de torcicolo são mais graves, como o congênito e o espasmódico. Nestes casos, as causas envolvem mecanismos mais centrais e tratamentos como massagens, Yoga e outras técnicas corporais são apenas paliativos.

Cuidado com o Yoga 

Algumas técnicas de Yoga podem até gerar contraturas cervicais quando mal executadas ou quando aplicadas sem respeitar contraindicações específicas. Exemplo clássico disto são as posturas invertidas como o sirshasana (invertida sobre a cabeça).

A prevenção de torcicolos repentinos inclui alongamentos e fortalecimento cervicais. No contexto do Yoga, técnicas como halasana (postura do arado) e matsyasana (postura do peixe) podem ser bons preventivos pelo alongamento que proporcionam respectivamente para músculos posteriores (trapézio, esplênio) e anteriores (esternoclidomastoídeo), porém são fortes demais para quem está com o problema.

brahmamudra (símbolo de Brahma) pode ser de grande valia, alongando e acionando moderadamente os músculos mais acometidos, como o esternoclidomastoídeo e o trapézio. Shavasana (postura do cadáver) também pode ajudar muito, pois o relaxamento profundo reduz o tônus muscular cervical, porém pode ser necessário um apoio para a cabeça em casos de pessoas que não a acomodam bem no chão quando em decúbito dorsal (deitados de barriga para cima).

Estas últimas técnicas, além do efeito preventivo, podem auxiliar no tratamento, desde que executadas com muito vagar e moderação, sem exigências que façam aumentar a dor ou a rigidez. No caso de torcicolos espasmódicos, é imprescindível o acompanhamento médico.

Gerson D’Addio da Silva é comunicador social e educador físico formado pela USP, pratica Yoga há 19 anos e leciona há 14. Formado em Yoga pela UniFMU e Kaivalyadhama Institute de Lonavla – Índia – é mestre em ciências pela FMUSP. Coordena o curso livre de formação da Humaniversidade e é professor no Colégio Marista Arquidiocesano e em vários cursos na área.

27out
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>Respire Aliviado

>Por Flávia Maimoni Ribeiro

Ujjayi (ud = para cima, de nível superior, soprar, expandir, proeminência, poder; jaia = conquista, vitória, triunfo, sucesso, coerção, restrição) – respiração onde os pulmões são completamente expandidos e o tórax se torna dilatado como o de um orgulhoso conquistador

Instruções:

1. Sente-se confortavelmente em sukhasana (pernas cruzadas) ou numa cadeira, com a coluna ereta, olhando para frente;
2. Durante uma expiração prolongada, murmure a palavra “haaaaa” de forma que esta respiração produza um ruído de leve fricção ao passar pelo palato (entre a boca e a garganta); é um som semelhante ao de embaçar um vidro, ou ainda o som que ouvimos no interior de uma concha.
3. Experimente fazer com os lábios abertos e quando estiver sentindo a vibração suave do som na parte de trás da garganta, passe a fazer a respiração de lábios fechados.
4. Sentindo facilidade, experimente produzir o mesmo som ao inspirar.
5. Complete o ciclo da respiração-inspiração – pausa com o ar nos pulmões e expiração – repetidas vezes. O tempo deve estabelecer uma proporção de 1–2–2, ou seja, se for inspirar em quatro segundos, retenha oito e exale oito segundos.
6. Esta prática deve ter a duração média de 15 minutos.

Dicas importantes:

1. Observe se o som de sua respiração é seco como o vento e oco e não nasalado.
2. As narinas devem estar relaxadas (não puxe o ar com força, deixe a respiração acontecer naturalmente).
3. Algumas pessoas conseguem realizar esta respiração com facilidade, outras levam mais tempo para aprendê-la. No entanto, não desanime. Faça quantas respirações precisar com os lábios abertos até conseguir!
4. Não faça se estiver com irritações ou inflamações na garganta.

Efeitos benéficos deste pranayama:

1. Acalma a mente e os sentidos.
2. Traz leveza, bem-estar e tem efeito energizante.
3. Promove tranquilidade e, ao mesmo tempo, força para lidar com as adversidades da vida.

Flávia Maimoni Ribeiro – psicóloga, instrutora de Yogaterapia e terapeuta ayurvédica. Busca integrar os conhecimentos da saúde milenar do Yoga e do Ayurveda com a ciência moderna ocidental.

27out
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>Abra Seu Coração

>Por Flávia Maimoni Ribeiro

“Abra seu coração, abra seu sentimento, abra seu entendimento, deixe de lado a razão e deixe brilhar o sol escondido em seu interior”.

A culpa e a dificuldade de perdoar, segundo o Yoga e o Ayurveda, estão diretamente relacionadas ao desequilíbrio do quarto chackra (chamado de anahata) da nossa anatomia sutil. Os chackas são como filtros que nos permitem trocar informações, sentimentos e impressões com o exterior e, por sua vez, recebem as impressões vindas do mundo.

O quarto chackra, também conhecido como cardíaco, governa sutilmente o coração, sistema circulatório, pulmões, ombros e braços, costelas e seios, diafragma e tem sua correspondência bioquímica com a glândula timo.

Timo vem de tymus, palavra grega que quer dizer energia vital. Esta glândula está bastante ativa na primeira infância e vai gradativamente diminuindo suas funções ao chegar à maturidade. Quando esta glândula está ativa o organismo não envelhece. O timo é um dos pilares de sustentação de nosso sistema imunológico, juntamente com as glândulas adrenais. É extremamente suscetível às emoções como o amor ou o ódio.

Estudos psicológicos diversos pesquisaram o impacto que nossos relacionamentos têm no sistema imunológico e concluíram que compartilhar sentimentos e situações que nos incomodam pode ter um impacto bastante positivo sobre nossa imunidade. É preciso desenvolver as qualidades positivas do quarto chackra que são amor incondicional e a compaixão. Para que o amor seja despertado, é necessário curarmos as feridas emocionais (mágoas) através do perdão e da liberação do passado e suas influências no presente.

A prática de Yoga pode ser bem benéfica para iniciarmos um processo de liberação das emoções reprimidas. Algumas sugestões de prática:

Ustrasana – postura do camelo (ustra = camelo)

Postura:

1. Ajoelhe-se e fique com joelhos e pés unidos, peitos dos pés apoiados no chão com os dedos relaxados.
2. Encaixe o quadril, deixe o abdome firme e a coluna ereta.
3. Apoie as mãos espalmadas na base da coluna, parte posterior do quadril.
4. Leve os ombros e cotovelos cada vez mais para trás com a intenção de aproximar os cotovelos.
5. Mantenha o quadril na mesma linha que os joelhos, não projete o quadril para frente ou para trás, fixando-o.
6. Ainda com o quadril encaixado, contraia glúteos e abdome, incline o tronco para trás e aponte seu queixo para cima.
7. NÃO projete o quadril para frente com a pressão das mãos.
8. Apoie as duas mãos espalmadas na sola dos pés, abrindo ainda mais o peito, apontando-o para cima.
9. Caso tenha dificuldade nesta etapa, tente as seguintes alternativas:
• Afaste um pouco os dois joelhos um do outro.
• Apoie as mãos nos calcanhares.
• Apoie as mãos nos calcanhares com os dedos dos pés virados para o chão.
10. Se ainda for difícil, pule os passos 8 e 9.
11. Intenção de crescer a coluna e o pescoço para cima e para trás.
12. Mantenha a postura estável e confortável.
13. Concentre-se em respirações profundas e tranquilas (5 a 12 respirações no início).
14. Finalizando: com a força dos pés e joelhos empurrando o chão, volte o apoio das mãos na base da coluna, leve o tronco na mesma linha que o quadril, voltando para a posição vertical.
15. Para descansar, leve o quadril na direção dos calcanhares, testa na direção do chão e braços ao longo do corpo.

Dicas importantes

1. Evite esta postura se estiver com problemas intestinais, pressão alta, dor de cabeça ou se for cardíaco.
2. Fique atento à posição do quadril e das pernas, o mais importante na postura é mantê-los estáticos enquanto a inclinação ocorre somente na parte superior do corpo.
3. Proteja a sua lombar mantendo o encaixe do quadril a todo momento.
4. À medida que inclina o tronco para trás, cresça a coluna. Tanto a parte posterior como a anterior do tronco devem estar alongadas.

Caso sinta desconforto na coluna torácica ou lombar, diminua a inclinação do tronco para trás.

Efeitos benéficos da postura:

1. Diminui a rigidez das costas, ombros e tornozelos, mantendo a coluna flexível e saudável.
2. Alonga da região anterior dos braços e do corpo.
3. Fortalece o sistema imunológico.
4. Abre o coração, mantendo a disponibilidade e a entrega para as relações afetivas.

Flávia Maimoni Ribeiro – psicóloga, instrutora de Yogaterapia e terapeuta ayurvédica. Busca integrar os conhecimentos da saúde milenar do Yoga e do Ayurveda com a ciência moderna ocidental.

27out
Em Ayurveda, Filosofia, Saúde natural, Yoga

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Sinta-se Livre

Por Maisa Misiara
Foto: Thiago Calazans

A culpa é um sentimento tão antigo quanto a história da humanidade. Parece que já nascemos com essa “tatuagem” em algum lugar do nosso ser. No Ayurveda, quem conhece um pouco as famosas constituições energéticas, chamadas doshas (vata, pitta e kapha), pode imaginá-la em diversas situações; um vata medroso e inseguro diria: por que tive medo e não fiz o que tinha que fazer? Um pitta, de temperamento “quente”, diria: por que fiquei tão irritado e não me controlei? E um kapha, o mais ressentido dos três, cheio de mágoas: por que não consigo esquecer e me perdoar?

Fato é que, com razão ou não, todos nós sentimos e compartilhamos esse sentimento. O “diferencial divino” entre os seres está em como lidamos com isso, na capacidade de compreender e perdoar, quer seja a nós mesmos ou ao outro. Como vemos e processamos os fatos da nossa vida!

Se olharmos para o presente com peso das marcas do passado, utilizamos um filtro viciado, que turva e obscurece nossa visão, e tudo, então, passa pelo condicionamento dessa lente. Passamos a agir e reagir de uma maneira diferente do que realmente gostaríamos, e a viver uma vida distinta da que sonhamos viver. Deixamos nossos sonhos e o que é pior, adoecemos. Assim iniciam-se uma série de desajustes orgânicos.

Essa desconformidade entre o que vivemos e o que nosso Eu profundo, nossa alma, anseia viver é a origem do adoecimento vata (medos, inseguranças, problemas articulares e neurológicos); do pitta (cólera, indignações, hepatites, doenças inflamatórias, hipertensão e problemas cardiovasculares); e do kapha (apego, depressão, edemas, obesidade, problemas metabólicos e diabetes).

Por sermos parecidos por natureza, mas em essência tão diferentes uns dos outros, estranhamos as ações que não nos fazem sentido. Magoados, brigamos, nos afastamos. Passamos a viver uma vida separada não apenas dos inimigos, dos aborrecimentos, como também dos amigos, do que nos traz alegria e de nossas crenças. Deixamos de ver o mundo de forma sadia.

Se retirarmos os óculos das experiências negativas, nossos olhos limpos não restringirão sua visão apenas à realidade criada pela mente, mas sim, perceberão a verdade da nossa realidade. Olharemos em essência. Seja justo ou não o que tenha nos acontecido, é possível renovar e reescrever uma nova mensagem.

A proposta do Yoga e do Ayurveda é simples e transformadora: somos recriados a todo o momento, corpo e mente. Escolher com sabedoria o que nos formará está em nossas mãos. Desintoxicá-los e nutri-los com alimentos e hábitos adequados à nossa constituição; viver com o foco em cada ato singular e com a atenção plena no que está acontecendo são os ensinamentos dessa milenar arte de curar.

A escolha livre de paradigmas do passado reescreve um novo caminho; como diz o texto bíblico, seguir sem olhar para trás! Isso significa perdoar. Nossos registros de sofrimento podem ser mudados.

As práticas de meditação e pranayamas ajudam a ampliar e renovar a nossa percepção e consciência. Respirar é relaxar! Respirar é trazer para nosso sangue um novo fluxo de oxigênio, um novo fluxo de pensamentos e de vitalidade. Assim como o ar entra e sai, o que não é mais necessário pode sair e o novo entrar.

Perdoar não apenas deixa-nos livres de doenças e das amarras emocionais do passado, mas traz à vida o perfume e o frescor do tempo presente.

Maisa Misiara – Médica Homeopata, Ayurveda. Docente do Instituto de Cultura e Escola de Homeopatia, responsável pela Clínica Cítara Saúde.

Leia mais sobre os doshas

27out
Em Filosofia

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Autocrueldade

Por Flávia Lippi

De todas as violências que sofremos, as que cometemos com mais frequência são as que cometemos contra nós mesmos.

Nessa violência, nesta crueldade, não se derrama sangue, mas se derrama dor e com isso se constroem paredes, e atitudes limitantes que passam a nos sufocar por dentro.

Atitudes limitantes são martelos incessantes em nossa alma e sem dúvida a mais dissimulada de todas as agressões. Elas vêm enfeitadas de falsas virtudes, aplausos de pessoas e que mesmo assim continuam internamente delimitando e esmagando brutalmente nossa alma.

Algumas pessoas buscam sempre a admiração e aceitação dos outros, numa tentativa incessante de calar as atitudes limitantes que calam também suas almas. Buscam constantes elogios, colecionam reverências e títulos inúteis, sorrisos marcados e ainda assim não sabem o preço que pagam por isso. Vivem distantes de si mesmas.

A autocrueldade só pode ser combatida, com amor a si mesmo e a declaração interna de que é necessário fazer diferente do que sempre fez, para que seja respeitado pelo que é e não pelo espelho que se carrega.

A alma pode ser sim o reflexo mais sincero do que somos.

Seja. Simplesmente, seja.

Flávia Lippi é Master Coach pelo Behavioral Coaching Institute – EUA, Trainer pelo Instituto Integral de Coaching y Desarrollo Personal – Espanha, Busines Coach e Personal & Professional Coach pelo International Coaching Council – ICC. Membro emérito da SBC. Terapeuta Ayurveda pela Fundação Sri Vájera (Escola Yoga Brahma Vidya, ligada à Sudda Dharma Mandalam International, Índia). Trainer e Speaker Internacional. Docente em instituições nacionais e internacionais. Diretora do Instituto Idemap – Brasil – México e Instituto IDHL – Brasil – Londres. Autora dos livros, Coaching in a Box e Guia de Beleza Natural pela Matrix Editora do Brasil. Autora convidada do livro Ferramentas de Coaching, publicado em Portugal e com previsão de publicação no Brasil.
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