28fev
Em Geral

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Ciências complementares

Por Márcia De Luca

Segundo os livros sagrados do Hinduísmo, os Vedas, Yoga e Ayurveda são ciências irmãs que caminham juntas há milênios para o benefício da humanidade. Enquanto Ayurveda é a ciência védica da cura do corpo e da mente, que depende da auto-transformação; yoga é a ciência védica da auto-transformação, que depende do bom funcionamento do corpo e da mente. Ou seja, as duas disciplinas são interdependentes e quando associadas têm seus efeitos potencializados.

Da raiz sânscrita yug, Yoga significa unir e refere-se à junção de corpo, mente e espírito em um contínuo único, que por sua vez se conecta ao espírito ou consciência universal. Essa união é simultaneamente o destino da prática e o meio para se chegar lá – o caminho que se faz ao caminhar.

Quando o eu individual, jiva, une-se à pura consciência, Brahma — realidade imutável que libera o espírito do sentido da separação –, o ser humano liberta-se de maya, a ilusão do tempo, espaço e causa, e atinge samadhi, estado de autoconsciência e felicidade plena que é o objetivo final do yoga.

Na verdade, tudo na vida é yoga na medida em que toda vida tem como objetivo consciente ou inconsciente a reintegração com o cosmos. Yoga é uma maneira de tomarmos consciência do movimento natural de abandono do individual para voltarmos ao todo.

Márcia De Luca é praticante, estudante e professora de Yoga e Ayurveda, autora de diversos livros sobre o assunto e idealizadora do Ciymam – Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda.


24fev
Em Pratique mais!, Saúde natural, Yoga Marcadores , ,

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Pedaladas conscientes

Por Madu Cabral

O uso da bike tem mais afinidades com a prática de Yoga do que podemos imaginar a princípio. Além de serem atividades físicas complementares, com um crosstraining que pode ajudar a desenvolver um preparo físico ideal e prevenir lesões, as duas práticas podem fazer parte de um estilo de vida mais saudável e consciente.

Para ciclistas

O casamento entre pedalar e praticar Yoga parece perfeito para a saúde do praticante. Para quem já pedala regularmente o Yoga pode trazer mais harmonia e conforto ao corpo. O ciclista e professor de Yoga, Rene Azzi, explica que “o Yoga aplicado ao ciclista auxilia no alongamento, fortalecimento dos músculos e articulações sobrecarregados”. Rene continua explicando que o Yoga pode compensar as horas que o ciclista passa com o tronco flexionado, curvado sobre o guidão. “A postura de um ciclista contribui para a tensão muscular e desequilíbrio da coluna”, explica o especialista que ensina que o ciclista precisa incorporar exercícios de Yoga com extensões e flexões contrárias à postura que adota na bicicleta (veja a entrevista completa aqui).

A consciência de alinhamento corporal desenvolvida com a prática do Yoga também pode levar a uma pedalada mais confortável. O ciclista aprende a “escutar” o corpo e mantém a postura correta com menos esforço, diminuido os riscos de acordar com dor no dia seguinte (veja a sequencia de posturas indicada por Rene).

Para iogues

A parceria entre as duas práticas é benéfica para ambos os lados. “O ciclismo para o praticante de Yoga ajuda no controle da pressão arterial, diminui o risco de doenças coronarianas, além de contribuir para a redução da obesidade e fortalecimento dos músculos dos membros inferiores” indica Rene. O professor acrescenta que pedalar proporciona um grande trabalho aeróbico e cardiovascular que muitas vezes não está presente em algumas modalidades (mais…)

24fev
Em Pratique mais!, Respiração, Yoga Marcadores ,

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Posturas para ciclistas

Por Rene Azzi
Ilustrações: Madu Cabral

Instituir um programa de Yoga complementar pode contribuir para a força e resistência do ciclista. Também pode introduzir flexibilidade em áreas musculares cronicamente tensas.

Uma área no corpo bastante afetada para os ciclistas é a parte inferior das costas. Os ciclistas irão se beneficiar da prática, pois fortalece e alonga os músculos, assim como os tendões, quadris, pescoço, mãos e pulsos. É imprescindível a consulta de um médico e o acompanhamento de um bom professor de Yoga para iniciar suas práticas.

Utthita Trikonasana (postura do triângulo estendido)

Elimina rigidez das pernas e quadris, alivia dores nas costas e torcicolos, reforça os tornozelos e desenvolve o tórax.


Virabhadrasana I (postura do guerreiro I)

Alivia o enrijecimento do pescoço, dos ombros e das costas. Trabalha a flexibilidade nos quadris e pernas. Expande o tórax, proporcionando respiração profunda.

Adho Muka Svanasana (cachorro olhando para baixo)

Além de alongar os tendões e músculos posteriores das coxas, fortalece a parte superior das costas, braços e ombros.

Salabasana(postura do gafanhoto)

Alivia as dores na região sacro-lombar, fortalece a parte inferior das costas, quadris e glúteos.

Dhanurasana (postura do arco)

Recupera a elasticidade da coluna, mobilidade dos ombros e tonifica os órgãos abdominais.

Paripurna Navasana (postura do barco) e Ardha Navasana

Alívio nas pernas e fortalece a musculatura das costas e o “core”.

Marichyasana I

Alívio rápido de dores nas costas, quadris e o lumbago.

Rene Azzi fez formação em massagem terapêutica e estudou diversas abordagens de autoconhecimento com a Terapia Gestalt no Esalem Institute (Califórina – EUA). Em 2000, no Brasil, deu início ao curso de formação em Iyengar Yoga com Kalidas Nuyken e Regina Ehlers. Nos 10 anos seguintes, trabalhou como massoterapeta Integrativo, em programa completo para atlétas, deu aulas no estúdio de Yoga de Dina Franchi,Projeto Acqua e Oficina do Ser. Ministrou vários workshops direcionados, ajudando pessoas a melhorarem sua prática ou à aprofundá-la. Teve a oportunidade de ensinar yoga em Campos de Jordão, num novo conceito de Hotel/Spa voltado para atlétas, o Surya Pan. Novamente na Califórnia praticou no Yoga Works e no Iyengar Institute, de Los Angeles e San Francisco, tendo contato com excelentes professores. Em 2010, de volta ao Brasil, participou do último semestre de workshops ministrado por Kalidas Nuyken e atualmente é professor da Cia Atlética, Iyengar Namastê e Ioga na Cidade.

24fev
Em Respiração, Yoga Marcadores ,

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Yoga e ciclismo


Entrevista com Rene Azzi

1.Como o Yoga pode ajudar quem pedala e como o ciclismo pode ajudar quem já pratica? O Yoga pode ajudar quem pedala de diversas formas. Sendo o ciclismo um esporte linear, tal como correr, atentamos para os benefícios da prática. O Yoga, quando praticado pelo ciclista, auxilia no fortalecimento dos músculos e das articulações sobrecarregadas, no alongamento e, além disso, ao se aplicar as técnicas mais precisas de alinhamento, o conforto nas pedaladas é estabelecido.

Como as posturas do Yoga são fundamentadas em exercícios isométricos, ganhamos com a prática uma grande tonificação dos músculos, dando maior estabilidade às articulações, que são trabalhadas com muita intensidade no ciclismo. Um ciclista gira normalmente com uma cadência de 90 rotações por minuto. Em uma hora de trabalho constante são realizadas aproximadamente mais de 5.000 rotações. Por isso a importância de se manter as articulações alinhadas e estabilizadas, principalmente o alinhamento dos joelhos e quadris. Os quadríceps dos ciclistas frequentemente são superdesenvolvidos. Para compensar tal excesso, os isquiotibiais se encurtam e se enrijecem, perdendo assim sua força. Essa é uma das razões para a importância de se complementar o ciclismo com a prática de Yoga.

O alongamento facilita a mobilidade, mantém as fibras musculares maleáveis e favorece a transição da inatividade para a atividade sem sobrecarregar o corpo. Pois um músculo encurtado (não alongado) tem menos potência e menor velocidade para realizar o movimento. Para uma prevenção mais eficiente de lesões, é muito importante que o ciclista se alongue antes e, principalmente, depois das pedaladas.

Em suma, o Yoga ajuda o ciclista a estabelecer uma nova relação de conforto com a sua bicicleta, facilitando o rendimento nas pedaladas.

Para o iogue, por sua vez, o ciclismo pode trazer outros benefícios para complementar a prática de asanas. Os praticantes que precisam de ajuda para diminuir o risco de doenças coronarianas ou simplesmente para reduzir o peso podem aumentar os níveis de resistência do organismo à fadiga com apenas 30 minutos de exercícios diários. Além de ampliar a capacidade aeróbica, ocorrerão acréscimos no metabolismo das gorduras, contribuindo também para o fortalecimento dos músculos dos membros inferiores. Ao permitir a liberação de endorfina e adrenalina, o ciclismo produz sensações de bem-estar e, consequentemente, diminui as tensões da vida cotidiana. Esse trabalho aeróbico e cardiovascular do ciclismo muitas vezes não está presente em algumas modalidades de Yoga, com poucas exceções.

2.Como a prática de Yoga pode prevenir lesões?A prática de Yoga pode prevenir lesões aos ciclistas porque proporciona maior alongamento nos músculos, mais alinhamento no posicionamento do ciclista, mais resistência nas pedaladas e maior percepção do corpo. E, uma vez que podem ocorrer lesões por falta de ajuste da bike (principalmente nos joelhos e na lombar) gostaria de frisar a importância de se manter um trabalho paralelo com um bike fitter. Sabemos o quanto um ciclista está vulnerável a sobrecarregar algumas partes de seu corpo. Se seu corpo não estiver adequadamente ajustado, o ciclista tensionará seus músculos e desalinhará sua coluna na medida em que passa grande parte do tempo curvado sobre o guidão. Exercícios de extensões e flexões presentes na prática do Yoga devem ser combinados para contrapor e complementar os movimentos da pedalada e posicionamento na bicicleta.

Os quadris mais o “core” (unidade de músculos que suportam o complexo bacia-pélvis-lombar) são o centro do movimento para o ciclista. Se o “core” é fraco, então a parte superior do corpo tem de trabalhar mais, e isso pode levar à tensão na musculatura das costas, ombros e braços. A parte superior do corpo deve estar relaxada e livre de tensões para consumir menos energia.

Os quadris, coxas, joelhos e tornozelos devem estar todos alinhados, apontados para frente. Se estas partes do corpo estão fora de prumo, o ciclista corre o risco de desgaste dos ligamentos e tendões e pode desenvolver lesões em função do desequilíbrio em alguns grupos musculares. O Yoga também irá trazer mais flexibilidade e equilíbrio ao ciclista, minimizando também possíveis lesões externas provocadas por acidentes (como, por exemplo, quedas).

3.Como os exercícios de pranayama podem ajudar?Os exercícios de pranayama (exercícios de respiração) ajudam no desenvolvimento do volume da caixa torácica e no controle da inspiração e expiração. Com a prática regular desses exercícios, o praticante desenvolve maior consciência na respiração, a qual muitas vezes vira um ato automático e desritmado. O ciclista, mesmo em esforço intenso, deve sincronizar o ritmo da sua respiração com suas pedaladas. A prática de pranayama deve ser exercida juntamente com um trabalho de respiração mais consciente, pois os músculos, quando submetidos a um grande esforço físico, precisam se contrair bastante e, desse modo, passam a necessitar de mais oxigênio.

A união de asanas e pranayamas trará mais consciência ao ciclista, que terá como benefícios maior conforto, leveza e uma nova experiência com sua bike.

Rene Azzi fez formação em massagem terapêutica e estudou diversas abordagens de autoconhecimento com a Terapia Gestalt no Esalem Institute (Califórina – EUA). Em 2000, no Brasil, deu início ao curso de formação em Iyengar Yoga com Kalidas Nuyken e Regina Ehlers.

Nos 10 anos seguintes, trabalhou como massoterapeta Integrativo, em programa completo para atlétas, deu aulas no estúdio de Yoga de Dina Franchi,Projeto Acqua e Oficina do Ser. Ministrou vários workshops direcionados, ajudando pessoas a melhorarem sua prática ou à aprofundá-la. Teve a oportunidade de ensinar yoga em Campos de Jordão, num novo conceito de Hotel/Spa voltado para atlétas, o Surya Pan. Novamente na Califórnia praticou no Yoga Works e no Iyengar Institute, de Los Angeles e San Francisco, tendo contato com excelentes professores. Em 2010, de volta ao Brasil, participou do último semestre de workshops ministrado por Kalidas Nuyken e atualmente é professor da Cia Atlética, Iyengar Namastê e Ioga na Cidade.

24fev
Em *Yoga pela Paz 2112, Participantes 2012, Saúde natural, Yoga

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Anteversão e retroversão da pélvis

Por Gustavo Ponce

A pélvis – um anel osteoarticular fechado, composto por peças ósseas e três articulações – forma a base do tronco, sustenta o abdome e serve de união com os membros inferiores.

Anteversão pélvica
A anteversão pélvica é uma alteração biomecânica de equilíbrio e pélvica. Manifesta-se por uma rotação à frente e abaixo dos ossos ilíacos que formam a pélvis e por uma rotação do sacro para trás e para cima. Isso gera um aumento da lordose, que pode gerar dores, tensão muscular ou deixar a coluna mais propensa a sofrer com hérnias ou espondilólise e espondilolistese.
Essa alteração é muito mais comum do que se pode imaginar e pode ser observada principalmente nas mulheres jovens e sedentárias com má postura. Apresenta-se também em indivíduos de ambos os sexos com sobrepeso e obesidade, já que o peso do volume abdominal faz com que a pélvis “caia” para frente e para baixo.
Os músculos que causam a anteversão da pélvis são principalmente o iliopsoas, o eretor da coluna e o retofemural.

Nessa ilustração veem-se claramente os músculos que levam a pélvis à posição de anteversão.

Retroversão pélvica
A retroversão pélvica também é uma alteração biomecânica no equilíbrio pélvico. Manifesta-se por uma rotação para trás e para cima dos ossos ilíacos e por uma rotação do sacro para frente e para baixo. Isso é acompanhado por uma retificação da coluna lombar (adota um aspecto plano, sem curvas).
Essa alteração é menos comum do que a anteversão pélvica e se apresenta principalmente em pessoas sedentárias da terceira idade ou em pessoas com sequelas de doenças degenerativas da coluna, como espondilite anquilosante.
Os indivíduos com retroversão pélvica adotam uma postura em que não se observam as curvas da coluna de modo notório, já que toda a mecânica da cadeia coluna-pélvis-membros inferiores é afetada. Os músculos que levam a pélvis a uma retroversão são, principalmente, o reto do abdome, oblíquo externo, isquiotibiais e glúteo maior.
Essa ilustração mostra claramente os músculos que levam a pélvis à posição de retroversão.
Para corrigir a anteversão por meio de uma ação muscular é necessário alongar os músculos que levam a essa posição e fortalecer os músculos que levam a uma retroversão.

Saiba como alinhar seu quadril AQUI.
Eventos relacionados (clique na imagem para ampliar):

Gustavo Ponce é o criador do método Sattva Yoga, estuda e utiliza Yogaterapia, é a prova viva de que consciência pode levar à cura de qualquer doença e participará do Yoga pela Paz 2011. Para mais informações consulte www.sattvayoga.cl
24fev
Em Geral

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>Apenas uma gota d’água

>

Por Fávia Lippi

Todos nós já atravessamos desertos. Nesta travessia nos sentimos perdidos, sem norte, obstruídos pelas poeiras e ventanias do caminho. Os desertos internos de nossa alma são a geografia de nosso coração naquele momento, meio peregrino, solitário e inseguro.

Mas o deserto não é apenas um lugar de angústia e de sofrimento. É também um lugar de grandes descobertas. Um momento especial da alma e do coração que necessita de apenas uma gota d’água para viver.

Saint Exupéry escreveu com amor: “Todo deserto esconde um poço, em algum lugar”. Toda dor tem a sua dimensão pedagógica. Quando conversamos claramente e humildemente com nossas atitudes limitantes, percebemos que o sofrimento é uma oportunidade de mudança de hábitos e atitudes, o que nos leva a valorizar nossas virtudes e reconhecer nossas debilidades diante da vida. Ao encontrarmos nossas almas eternamente sinceras, limpamos a interioridade do orgulho fatal, do egoísmo doentio, da amargura inútil e de sentimentos mesquinhos e opressores.

Nesta jornada são reveladas preciosidades dos bons relacionamentos. Quem perde amigos e amores verdadeiros fica mais pobre dentro de si. O caminho do deserto com uma gota d’água nos leva para os verdadeiros tesouros da vida, as pessoas que amamos.

Flávia Lippi é Master Coach pelo Behavioral Coaching Institute – EUA, Trainer pelo Instituto Integral de Coaching y Desarrollo Personal – Espanha, Busines Coach e Personal & Professional Coach pelo International Coaching Council – ICC. Membra emérita da SBC. Terapeuta Ayurvédica pela Fundação Sri Vájera (Escola Yoga Brahma Vidya, ligada à Sudda Dharma Mandalam International, Índia). Trainer e Speaker Internacional. Docente em instituições nacionais e internacionais. Diretora do Instituto Idemap – Brasil – México e Instituto IDHL – Brasil – Londres. Autora dos livros Coaching in a Box e Guia de Beleza Natural pela Matrix Editora do Brasil. Autora convidada do livro Ferramentas de Coaching, publicado em Portugal e com previsão de publicação no Brasil. www.idhl.com.br / www.institutoidemap.com

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