31mar
Em Geral

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>Receita: barrinhas de cereais

>Receita retirada do livro A Cozinha Vegetariana de Astrid Pfeifer

Ingredientes

2 colheres (sopa) rasas de linhaça dourada (20 g)

5 colheres (sopa) de nozes (62 g)

5 ameixas-pretas sem caroço (46 g)

9 damascos secos (82 g)

1 banana media (98 g)

1/2 xícara (chá) de quinoa em flocos (44 g)

1/2 xícara (chá) de aveia em flocos (46 g)

2 colheres (sopa) de gergelim torrado (20 g)

1 colher (sopa) rasa de óleo (8 g)

4 colheres (sopa) de agave (64 g)


Modo de Preparo

1 Cubra a linhaça com água e deixe de molho por apenas 15 minutos.

2 Pique as nozes, as ameixas e os damascos em pedaços pequenos e coloque

em uma panela.

3 Amasse a banana com um garfo e coloque-a na mesma panela, junto

com os demais ingredientes.

4 Mexa tudo e leve ao fogo por 5 minutos, apenas para dar liga.

5 Coloque a massa em uma forma untada com óleo. Alise-a com as costas

de uma colher, pressionando levemente para que fique firme.

6 Com a ponta de uma faca risque a superfície da massa, demarcando o

tamanho das barrinhas.

7 Leve ao forno médio (180°C), preaquecido, e asse por cerca de 30 minutos ou até estar dourada.

Tire do forno para não ressecar e deixe esfriar. Corte as barrinhas

seguindo as marcas feitas.


Rendimento: 15 barrinhas pequenas.


Sugestões:

Ao substituir o agave pelo melado, as barrinhas ficarão mais escuras.

Você pode substituir as oleaginosas ou as frutas secas por outras.

Para eliminar o glúten da receita, retire a aveia e aumente a quantidade

de quinoa.


Esta receita é rica em: proteína; ômega-6;

ômega-3; fibra; cálcio; ferro; magnésio;

fósforo; potássio; manganês; selênio; betacaroteno.




A dra. Astrid Pfeiffer nasceu em São Bento do Sul, em Santa Catarina. É nutricionista e pós-graduanda em nutrição clínica funcional. Especialista em dietas vegetarianas, terapeuta aiurvédica pela Escola Yoga Brahma Vidya e Internacional Academy of Ayurveda e especialista em nutrição aiurvédica pela International Academy of Ayurveda, ambas da Índia, trabalhou durante sete anos no Lapinha Spa, na cidade de Lapa, no Paraná. Atualmente, atende em sua clínica particular, em São Paulo, e ministra cursos e palestras sobre culinária vegetariana.

30mar
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Vegetarianismo

 

Por Marise Berg

O vegetarianismo é o sistema alimentar que não implica em sacrifício de vidas animais para servir à alimentação.

Apesar de diversos estudos científicos apontarem para os benefícios físicos de uma dieta vegetariana, a simples supressão de ingestão de produtos de origem animal não garante a boa saúde.

Esses estudos têm relacionado a alimentação vegetariana à redução das taxas de mortalidade por infarto e doenças cardíacas, além de baixos índices de colesterol, constipação, transtornos digestivos, menor pressão arterial, redução considerável do risco de apresentar diverticulite, diabetes, pedras na vesícula, obesidade e câncer, principalmente do intestino grosso e da próstata. A dieta vegetariana também facilita a atuação dos rins e do fígado, cuja palavra em inglês liver significa vivedouro, devido à sua importância na nossa fisiologia.

Parte desses benefícios se deve ao fato da dieta vegetariana se diferenciar da onívora (com consumo de carnes) em aspectos que vão além da simples supressão de produtos de origem animal. Os vegetarianos fazem um consumo elevado de vegetais, frutas, cereais, legumes e nozes, além de sua dieta conter menor quantidade de gordura saturada e, relativamente, maior quantidade de gordura insaturada, carboidratos e fibras. Frequentemente os vegetarianos também ingerem pouco álcool, não fumam e praticam atividades físicas.

Uma alimentação vegetariana adequada pode ser capaz de atender as necessidades nutricionais do organismo (exceto pela vitamina B12), sendo fundamental consultar um profissional para garantir a combinação adequada dos alimentos e não aumentar o risco à saúde por inadequação alimentar.

Pessoas que ainda não estão prontas para se tornar vegetarianas podem se beneficiar da redução do consumo de carnes, principalmente a vermelha. Tecnicamente, precisamos diariamente de aproximadamente 0,8 g de proteínas por quilo de peso corporal. Uma pessoa de 55 kg precisa de 44 g de proteínas provenientes da dieta para satisfazer as suas necessidades fisiológicas. Ou seja, a nossa dieta, de um modo geral, é hiperprotéica. Cada alimento fornece um percentual diferente de proteínas, com qualidades diferentes (composição de aminoácidos). Os vegetais podem (mais…)

30mar
Em Respiração

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>Bem Viver no Parque Ibirapuera: Agenda Abril

>

02/04 (sab) – Saúde da coluna cervical (Bruno Fernandes)

05/04 (ter) – Yoga e Ayurveda: ciências irmãs (Márcia De Luca)

09/04 (sab) – Yoga em duplas (Lídia Mendes)

12/04 (ter) – Descubra seu biótipo do Ayurveda (Márcia De Luca)

16/04 (sab) – Yoga para crianças e adultos (Melissa Pirani)

19/04 (ter) – Yoganidra – relaxamento profundo (Marlei Caroli)

23/04 (sab) – Relaxamento de corpo e mente (Eduardo Monteiro)

26/04 (ter) – Yoga para acalmar – vata (Márcia De Luca)

30/04 (sab) – Princípios éticos do Yoga (Sylvia Freire)

29mar
Em *Yoga pela Paz 2112, Participantes 2012

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Biomecânica do Yoga

Por Madu Cabral

A popularização do Yoga tem inúmeros benefícios, mas também alguns riscos. Com um número cada vez maior de professores, os precursores de métodos de Hatha Yoga mais difundidos viram a necessidade de criar regras para manter a essência e benefícios de seus métodos.

Os problemas começam quando os professores passam a dar mais atenção a essas regras do que aos corpos de seus alunos; a metodologia passa a ser mais importante do que o aluno. Regras de alinhamentos das posturas não podem ser aplicadas a todos igualmente. A explicação para isso é um dos princípios básicos do Ayurveda (sistema de cura ancestral indiana, ciência irmã do Yoga): cada corpo é diferente do outro.

O professor Pedro Bara Zanotto, praticante de Hatha Yoga há 11 anos, começou a estudar biomecânica na busca de explicações para como o Yoga funciona e qual a melhor forma de praticá-lo. Neste processo de investigação descobriu um diagnóstico que revelou algumas lesões degenerativas na coluna. Tal descoberta gerou mais interesse em entender estas lesões e o que deveria ser modificado na prática para curá-las ou evitar que se agravassem. Isso o conduziu ao desenvolvimento de um novo olhar sobre a prática e como considerar as individualidades dos alunos. É isso que ele compartilha um pouco nesta entrevista:

O que é biomecânica? A biomecânica examina o corpo e seus movimentos, e fundamenta-se nos princípios e métodos mecânicos e no conhecimento de anatomia e fisiologia. É, portanto, a aplicação das leis e princípios do movimento aos tecidos biológicos.

Como se aplica ao Yoga? Não serve somente ao Yoga, tais conhecimentos deveriam fundamentar qualquer prática que inclua o uso do o corpo e de movimento, portanto tudo que fazemos, desde ficar sentado até o asana mais desafiador. O Yoga tem muito a trocar entre sua tradição de posturas e a sabedoria ancestral de efeitos com uma análise da biomecânica para sabermos exatamente os efeitos agudos e crônicos da postura: que parte é alongada, o que está estável, limites de amplitude articular para preservar as articulações etc.

Por que as lesões são tão frequentes na prática? Há um tempo eu atribuiria boa parte dessas lesões ao próprio praticante que extrapola seus limites. Hoje vejo que é inerente a algumas posturas a demanda de flexibilidade muito elevada e de amplitude articular muito grande, aumentando o risco de lesar a articulação. As permanências em algumas posturas são feitas em um ponto onde determinadas articulações (e, portanto, a própria postura) não estão mais estáveis.

Qual a responsabilidade do professor em evitar as lesões do aluno? Toda. O conhecimento biomecânico é importante tanto para o professor quanto para o aluno, mas o aluno não estudou e nem praticou tantas horas como o professor então confia que este guie sua prática.

Muitos alunos e alguns professores assumem que lesões são “normais”, “que fazem parte do processo” ou acham até que são necessárias para “abrir o corpo” e levar a prática a um novo patamar. Não vejo desta forma. Acho que lesões (as que são crônicas) podem e devem ser evitadas.

O papel de prevenção cabe aos professores, pois o aluno não tem como sentir uma degeneração articular! As lesões crônicas não aparecem de um dia para o outro, são processos duradouros e constantes de mau uso ou mau alinhamento.

Os músculos são altamente vascularizados e inervados: a primeira condição (vascularização) garante regeneração e a segunda (a inervação) garante controle motor e propriocepção – que o músculo informe ao cérebro o quanto ele está estirado e o quanto está tensionado.

Lesões musculares podem ser atribuídas à má organização dos movimentos e desequilíbrios musculares. Ou trauma e/ou esforço intenso. Talvez aqui o praticante tenha também bastante responsabilidade, deve estar aberto a desenvolver a própria sensibilidade. Mas cartilagens e discos intervertebrais são bem diferentes dos músculos: são pouco vascularizados e inervados.

Sem vascularização não podem regenerar. Temos de cuidar bem!
E sem inervação, não podem sentir dor. Quando estamos em pé, a gravidade gera uma força compressiva na coluna. Imagine o que aconteceria no caminhar, se a cada passo sentíssemos a compressão no disco? Seria impossível viver. O disco é uma estrutura de absorção de força, faz sentido que não tenha inervação. Por isso o aluno pode praticar muito tempo de forma lesiva antes de se dar conta; quando o sinal de dor se manifestar é porque já existirá uma lesão.

O disco intervertebral em si não dói, a dor surge quando houver uma protrusão ou hérnia que pressione a raiz nervosa. Só há pressão em direção à raiz nervosa com rompimento dos anéis fibrosos do disco, uma lesão séria. A cartilagem do joelho também não dói, somente surgirá dor quando o desgaste for tanto que a articulação apresente espaço reduzido e formação anormal de tecido ósseo, o que pode levar a outros problemas. Devemos então identificar e modificar os asanas quando forem potencialmente causa de sobrecarga e estresse para estruturas articulares.

Uma dica ao praticante é não achar normais problemas que são apenas comuns. “Estalos” nos joelhos podem ser comuns, mas não são como os joelhos deveriam funcionar: indicam lesão e instabilidade na articulação e mesmo não sendo acompanhados de dor são indicativos de dor futura se algo não for mudado.

Acredito que levar este refinamento à prática e mantê-la segura é responsabilidade do professor.

Pedro Bara é graduado bacharel em Esporte e professor certificado no método Iyengar Yoga. Atualmente faz parte de equipe do CEDM na área de treinamento.

Contatos:
www.centroiyengar.com.br
www.centrodeestudosdador.com.br

Foto: Thiago Calazans
Greta Hill veste BeYoga

28mar
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Sequência Revigorante

Por Sylvia Freire

Esta é uma sequência revigorante, simples e fácil de memorizar, que alonga e fortalece coluna, pernas, ombros e braços, com uma atenção maior para a torção. Promove a abertura do peito estimulando a energia do coração. Estimula e massageia também os órgãos abdominais, melhorando a digestão e a eliminação. Desenvolve o equilíbrio. Vamos lá!

Balasana

Inicia-se em balasana, postura da criança. Nesta posição, procure estender os braços para frente naturalmente, alongando as laterais do corpo. Apoie as mãos bem espalmadas firmes no chão. A distância entre mãos é a mesma dos ombros. Apoie os glúteos nos calcanhares, relaxando a cabeça e a musculatura do rosto. Deixe a respiração fluir no ritmo natural. Observe o corpo na posição.

Biladasana

Eleve os quadris e entre na postura do gato, biladasana. Nesta posição, alinhe-se mantendo a distância entre os joelhos a mesma do quadril, e a distância das mãos a mesma dos ombros. Mantenha uma linha reta entre quadril e joelhos, ombros e punhos. Olhe para baixo mantendo a coluna paralela ao chão.

Biladasana

Movimente a coluna para baixo, abrindo o peito e subindo a cabeça na inspiração.

Biladasana

Movimente a coluna para cima, contraindo o abdome, soltando a cabeça ao expirar.

Faça este movimento quatro vezes sincronizando-o com a respiração.

Biladasana

Quando terminar os movimentos, volte à posição inicial, checando o seu alinhamento novamente. Agora traga a perna direita à frente apoiando o pé entre as mãos.

Mantenha a mão esquerda e o pé direito firmes no chão. Na próxima inspiração, eleve o braço direito e alongue-o em direção ao infinito. A cabeça acompanha o movimento. Procure abrir o peito. Permaneça estável na posição.

Parivrtta Parsvakonasana

Mantenha o alinhamento da postura anterior, apenas estendendo a perna esquerda. Permaneça em parivrtta parsvakonasana por alguns instantes. Faça algumas respirações profundas e conscientes observando o corpo na posição.

Corredor

Volte o braço apoiando novamente as mãos no chão. Mantenha o olhar para frente na postura do corredor. Faça algumas respirações mantendo a posição.

Adho Mukha Svanasana

Leve a perna direita alongada para trás e transmute para adho mukha svanasana. Nesta posição, alongue todo o seu corpo. Apoie firmemente os pés e mãos no chão. Estenda as pernas e braços. Procure colocar os ísquios para cima, contraia o abdome e alinhe a cabeça no prolongamento natural da coluna (orelha na linha dos braços). Permaneça na posição por algumas respirações, observando o corpo na posição.

Balasana

Retorne a postura da criança, balasana. Relaxe o corpo e pratique a auto-observação. Recomece a sequência para o outro lado. Boa prática!

Namastê.

Sylvia Freire é editora do blog Infinityoga, foi executiva durante muitos anos e depois que descobriu o Yoga, sua vida tomou uma nova direção. O Yoga é a sua filosofia de vida, seu trabalho, maneira como cuida de seu corpo, da alimentação, da sua mente e do seu espiritual. É praticante de Hatha Yoga e eterna estudante.

 

25mar
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>Viajar, cruzar fronteiras e atravessar barreiras

>

Por Rosângela Castelari


Qual o real objetivo de ir tão longe; à Índia? Difícil responder de forma simplificada como: vou praticar Ashtanga Vinyasa Yoga. É isso também, mas não só isso.


Há quatro anos esse caminho se abriu na minha vida, e eu optei por aceita-lo, viajar para o outro lado do mundo e, renunciando a muitas coisas, decidi viver o Yoga.


Como prática diária e espiritual, sigo a disciplina do Ashtanga Vinyasa e esse sempre foi o objetivo inicial das minhas viagens: ir a Mysore, seguir a tradição do método, praticar onde toda essa história que me envolvi de corpo e alma começou. E assim foi durante três anos consecutivos, minha casa aqui, minha casa lá, afinal é assim que me sinto quando chego à Índia, em casa, mesmo com tudo tão diferente de todos os padrões ocidentais. Assim “despadronizar” deixou de ser um problema e faz parte da minha história.


Desprogramada

Programando a quarta viagem, fui em direção a um lugar muito especial, Tiruvannamalai, no Estado de Tamil Nadu. Por lá viveu Sri Ramana Maharishi, indiano que entrou em contato com seu estado de iluminação aos 16 anos de idade, e assim viveu na montanha sagrada Arunachala, representação de Shiva. Todo seu ensinamento se dá direcionado a uma só explicação: o Self, em que tudo faz parte da mesma coisa, não há separação alguma, nem começo nem fim, somente a essência. E para se voltar a ele, devemos sempre ter em mente o autoquestionamento: “Quem sou eu?”.


Quando cheguei por lá, não conhecia nada sobre Ramana, e, por obra do destino, fui “obrigada” por uma torção a ficar por lá. Foram dias de meditação e silêncio. Dessa forma, por meio da experiência, absorvi grande parte do conhecimento. Entrei em um estado profundo de meditação e felicidade dentro da caverna onde vivia o sábio Bhagavan.


Após a intensidade da experiência voltada para dentro em Tiruvannamalai, chegou o momento de partir, mudar de direção e seguir o coração rumo a Goa. Onde consegui retornar ao sadhana praticando Ashtanga Vinyasa com Rolf, aluno antigo de Sri K. Pattabhi Jois.


Unir os insights da primeira parte da viagem com este “novo agora” foi o maior ensinamento, pois a absorção do conhecimento só vem a nós com a prática. E não estou falando somente da abençoada prática dos asanas e pranayamas, essas são as ferramentas. Falo da prática do Yoga na vida, no dia a dia, pois percebo que quanto mais estamos presentes nos acontecimentos, maior a nossa responsabilidade em saber lidar com tudo que chega a nós.


E assim, mais uma vez com a escolha do destino, a história dessa viagem transformadora se fecha em um único ponto, talvez o mais importante de nossas vidas. O amor.


Aquela palavra que aprendemos desde cedo, mas não compreendemos o significado real de amar. Por pura confusão da mente, esquecemos da simplicidade de viver com amor.


Seguindo o coração sem muitos questionamentos podemos absorver o conhecimento transmitido por nossos mestres em qualquer lugar do mundo. Já que não existem fronteiras, obstáculos ou caminhos a percorrer. A felicidade já está, basta enxergá-la no coração com amor.


Rosangela Castellari pratica e dá aulas de Ashtanga Vinyasa Yoga em São Paulo, no Instituto Brasileiro de Naturologia www.institutodenaturologia.org.br e no BioNathus www.bionathus.com.br. E escreve no blog youaregiventofly.blogspot.com

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