31out
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>As Evidências Científicas da Espiritualidade (2)

Por Amit Goswami
extraídodo livro O Ativista Quântico (Ed. Aleph, 2009), de Amit Goswami
Para ler a primeira parte desse texto clique AQUI. 
Deus, causação descendente elivre-arbítrio
Há alguns anos,estava realizando uma palestra no Brasil sobre o recém-surgido paradigma daciência baseado na física quântica. Um participante me desafiou:
– Já ouvi falarmuito sobre novas interpretações que integram ciência e espiritualidade. Masisso não é só teoria? Quando é que vocês vão nos apresentar comprovações oudados?
Por um instante,fiquei abalado, mas depois respondi:
– Na verdade,fizemos nosso trabalho. As evidências científicas da espiritualidade, incluindodados experimentais, estão aqui. Mas eu pergunto: o que estamos fazendo comelas?
A pergunta deumargem a muitos questionamentos, alguns dos quais descrevo a seguir.
• Se aespiritualidade foi restabelecida pela ciência em nossa vida, então devemosobservá-la. Minha formação religiosa diz que devemos ser virtuosos. Eu gostariade me tornar um ser humano mais amoroso, sincero, justo e solidário. A novaciência pode me ajudar?
• Quando penso naespiritualidade, penso em Deus, e tenho dúvidas sobre Ele. Essas dúvidasfizeram com que eu me voltasse para objetivos materiais, que não me deixarammais feliz. Eu gostaria de resgatar a espiritualidade em minha vida. O que tema dizer a nova ciência?
• Se aespiritualidade é real, isso significa ter de abdicar de metas materiais em seubenefício? E se eu quiser explorar meu potencial criativo?
• Desisti deDeus, pois não entendo como um Deus bom permite que aconteçam tantas coisasruins. Não consigo aceitar a divisão entre bem e mal do cristianismo popular. Anova ciência pode me ajudar nessa questão?
• Gostaria detrabalhar em soluções para nossos problemas sociais. Isso é espiritual?
Hoje, há muitagente confusa em relação à ética, ao valor da religião e da espiritualidade, emesmo sobre o livre-arbítrio e a criatividade na busca do potencial humano;isso é resultado das afirmações categóricas e desmedidas da ciênciaconvencional em prol do materialismo científico – todas as coisas (objetosmateriais, pensamentos e ideias como espiritualidade e Deus) podem ser reduzidasa partículas elementares de matéria e suas interações.
O cristianismopopular deveria oferecer respostas a tais disposições, mas suas concepçõessimplistas não nos ajudam a lidar com essas afirmações. Assim, a ideia de queDeus é uma ilusão e que seria melhor esquecê-lo foi ganhando terreno.
Mas o Deus que oscientistas tradicionais denigrem é justamente aquele da crença popularsimplista: um Deus onipotente que, de seu trono celeste, julga as pessoas e asenvia para o céu ou para o inferno; um Deus que criou o mundo e todas asespécies vivas de uma só vez há seis mil anos; um Deus que permite que coisasruins aconteçam a pessoas boas; um Deus que se supõe perfeito e que, noentanto, tem imagens imperfeitas – ou seja, nós.
Pois bem,precisamos ser claros. Que natureza de Deus a física quântica e o pensamento doprimado da consciência estão postulando? O Deus da nova ciência é compatívelcom o Deus de que falam as grandes tradições religiosas? Discuti essas questõesnum livro recente, Deus não está morto,e apresento um rápido resumo de seus pontos básicos.
Na ciênciamaterialista, existe apenas uma fonte de causação: as interações materiais.Damos a elas o nome de causação ascendente, pois a causa sobe desde o nívelbásico das partículas elementares até os átomos, as moléculas e a matéria densaque inclui as células vivas e o cérebro. Tudo bem, só que, segundo a físicaquântica, os objetos são ondas de possibilidade, e tudo que as interaçõesmateriais conseguem fazer é transformar possibilidade em possibilidade, masnunca em realidades que experimentamos. Como o dualismo, este também é umparadoxo. Para transformar possibilidade em realidade, é necessária uma novafonte de causação, e vamos chamá-la de causação descendente.
Quando percebemosque a consciência é a base de toda a existência e que objetos materiais sãopossibilidades da consciência, então também percebemos a natureza da causaçãodescendente: ela consiste na escolha de uma das facetas do objeto multifacetadoda onda de possibilidades, que então se manifesta como uma realidade. Como aconsciência está escolhendo uma de suas próprias possibilidades, e não algoseparado, não existe dualismo.
31out
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>PRATIQUE! Agenda 31 outubro/06 novembro

>

Agenda 31 de Outubro à 06 deNovembro:

Por Carol Borghetti
Fotos por Marcella Karmann

São Paulo – SP:

Curso Culinária Ayurvédica
Laura Pires
Data: 3 de novembro
Local: Quattrino Restaurante (SãoPaulo – SP)
Infos: AQUI 

Workshop Astanga Yoga
Carol Bonfanti
Data: 4 e 5 de novembro
Local: São Paulo – SP
Infos: AQUI

Filosofia Clássica
Leandro Castello Branco
Data: 30 e 31 outubro
Horário: 16h às 18h
Local: Yoga Flow CIYMAM (São Paulo -SP)
Infos: AQUI
Módulos de Anatomia
Gerson D’Addio
Data: 1 e 2 de novembro
Horário: 15h às 17h
Local: Yoga Flow CIYMAM (São Paulo -SP)
Infos: AQUI
Curso de EFT (Acupuntura Emocionalsem Agulhas)
Enéas Guerriero
Data: 1º de novembro PalestraGRATUITA (19h às 21h)
          2 de novembro Curso Básico (9h às18h)       
Local: Yoga Flow CIYMAM (São Paulo -SP)
Infos: AQUI
Aulão de Iyengar
Sandro Bosco
Data: 2 de novembro
Horário: 10h às 13h
Local: Yoga Dham (São Paulo – SP)
Infos: AQUI

Havan – O Ritual de Fogo
Data: 5 de novembro
Horário: 12h
Local: Aruna Yoga (São Paulo – SP)
Infos: AQUI
Curso de Reiki
Lúcia Sandri
Data: 6 de novembro
Local: Instituto Sandri (São Paulo -SP)
Infos: AQUI
Ciclo Para Mulheres Reais
Data: 3 de novembro
Local: Compahia do Ser (São Paulo -SP)
Infos: AQUI

Sutras de Patanjali e Ashtanga Yoga
Data: de 4 a 6 de novembro
Local: Espaço (São Paulo – SP)
Infos: (11) 3862-4049 ou AQUI





Rio de Janeiro – RJ:
Comemoração de Dipavali
Data: 1º de novembro
Local: Vidya Mandir (Rio de Janeiro- RJ)
Infos: AQUI
Santa Catarina – SC:
Curso de Vegetarianismo
Maria Laura Garcia Packer
Data: 4 à 6 de novembro
Local: Chacarananda Ashram (CampoAlegre – SC)
Infos: AQUI

Imersão em Thai Massagem
Linga Lilye Shawn Kinsella
Data: 5 à 12 de novembro
Local: Centro de Yoga MontanhaEncantada (Garopaba – SC)
Infos: AQUI

Ahimsa – Uma abordagem Anatômica eBiomecânica do Hatha Yoga
Gustavo Shimming
Data: 4 à 6 de novembro
Local: Kailash Yoga (Florianópolis -SC)
Infos: AQUI

27out
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>As Evidências Científicas da Espiritualidade (1)


Por Amit Goswami

extraídodo livro O Ativista Quântico (Ed. Aleph, 2009), de Amit Goswami

A ciência descobriu aespiritualidade. Hoje, há uma teoria científica logicamente consistente sobreDeus e a espiritualidade com base na física quântica e no primado da consciência.E temos dados experimentais replicados apoiando essa teoria. Noutras palavras,embora a mídia ainda não alardeie isso, há agora uma ciência viável daespiritualidade prenunciando uma mudança de paradigma, a superação da atual visãode mundo que estimula exclusivamente a materialidade.

Você pode chamar a nova ciência deciência de Deus, mas não precisa fazê-lo. Na nova ciência, não existe Deus comoum imperador todo poderoso, fazendo julgamentos a torto e a direito; existe umainteligência pervasiva que também é o agente criativo da consciência, e que vocêpode chamar de Deus, se quiser. Mas esse Deus é objetivo, é científico.

E o que devemos fazer a respeitodisso? O que podemos fazer para devolver Deus – na verdade, nossa própria fontesuperior de causação – e a espiritualidade a nossas vidas e à sociedade? Aresposta que apresento é o ativismo quântico, um movimento renovador com tríplicepropósito.

Primeiro, recorremos ao ativismo afim de chamar a atenção da mídia para o pensamento quântico e o primado daconsciência; isso vai gerar apoio a novas pesquisas e conferir peso ereconhecimento ao novo paradigma em  detrimento da ciência mecanicistatradicional.

Segundo, usamos o podertransformador da física quântica para nos transformar individualmente e nostornar exemplos e arautos da mudança social.

Terceiro,reconhecemos que a atual estrutura social, dominada pelo materialismo, nãofavorece a iniciativa das pessoas comuns que desejam ter uma vida significativa,criativa e transformadora. Assim, defendemos o ativismo como instrumento demudança de nossas instituições sociais, de maneira a permitir que todos possamrealizar seu potencial humano e alcançar a felicidade, o que só é possível pormeio de metas criativas e espirituais.

26out
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>A sabedoria de re.co.lher


Artigo publicado no blog Moksha Yoga
Texto e ilustração por Fabiana Rodrigues

 

“Recolher. Do latim recolligere. Fazer a colheita de: Semear boa semente para recolher bonsfrutos. Juntar, reunir (coisasdispersas). Pôr ao abrigo;arrecadar, guardar. Tirar da circulação. Obter como recompensa ou resultado.Guardar na memória. Dar acolhimento ou hospitalidade a; abrigar.Entrar depois de ter saído; voltar para casa. Ir-se, retirar-se (para algum aposento). Concentrar o espírito nameditação: Recolheu-se para ordenar as ideias. Recolhe-se amiúde emdemoradas meditações.”

Fonte: Dicionário Michaelis da língua portuguesa

Yoga = União. Recolher-se é também unir partes dispersas, algo essencialao Yoga.

Estamos entrando da fase de lua nova, e com ela um período de seisdias de recolhimento, trazido pelo magnetismo do lado escuro, invisível e, porque não dizer, do lado de dentro.

Na natureza, neste período as fêmeas não gestantes menstruam o conteúdoque seu útero preparou, eliminam também diversas toxinas e resíduos do corpopelos intestinos e pele, portanto os aromas corporais podem adquirir maisintensidade.

Com tanto trabalho interno, deve-se cuidar da energia vital, resguardando-a.Que tal ser gentil consigo e se dar este retiro, alinhado com o magnetismolunar? Ora, somos feitos de 70% água. A lua interfere nas marés e, assim, emnós também.

Já falamos aqui do significado da palavra asana = assento (da alma). É sugeridopor muitas sábias professoras de Yoga que se pratiquem sequências terapêuticasde asanas suaves e nutritivos neste período, trabalhando aspectos sutis daconsciência e menos intensamente os grupos musculares, dando espaço para umasituação de maciez aos órgãos internos e acalmando o sistema nervoso central.

Dizem os antigos que um animal não costuma se aproximar de uma mulher em seuperíodo menstrual. Será porque entende que ela está mais perto de sua natureza,em um momento de forte exalação de seus poderes, e a respeita como semelhante?

Na Índia as mulheres evitam cozinhar ou entrar em templos religiosos quandomenstruam, para não misturar a forte energia na qual estão imersas enquantoemanando o mais significativo condutor de energia vital: o sangue. 

Não se deve entender como um período frágil, mas de recolhimento, reflexão,mergulho na obscuridade, no subjetivo e de refinamento de aspectos sutis daconsciência. Muita meditação e pranayamas suaves são bem-vindos e deles seextrairão grandes benefícios.

Neste período mensal as mulheres antigas se reuniam para compartilharsabedorias delicadas. Parece-me um ótimo momento, já que estão mais conectadascom seu mundo interior.

Fabiana é instrutora de Hatha Yoga, baseada no método Iyengar, tem 34 anos e pratica há 11. Formada em Arquitetura e Urbanismo, se especializou em Design Gráfico. No passado praticou Kundalini Yoga e Ashtanga Vinyasa Yoga. Quando decidiu se aprofundar no método Iyengar Yoga, iniciou sua formação com Kalidas Nuyken e está finalizando a mesma com Sandro Bosco, em São Paulo. Dedica-se aos estudos, cursos, práticas e ensino deste método. Estudou Biopsicologia com a Dra. Susan Andrews, no Instituto Visão Futuro, com foco em processos de auto-realização do ser humano. Com interesse também em ferramentas como psico-geografia, bioenergética e anatomia emocional, desenvolve no momento um projeto de pesquisa sobre a construção da imagem corporal e outros impactos psicológico-comportamentais da prática de Iyengar Yoga em habitantes de centros urbanos contemporâneos. Editora do blog Moksha Yoga.
05out
Em *Yoga pela Paz 2112, Meditação, Participantes 2012, Pratique mais!, Respiração, TV YPP

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Conforto na meditação

Parmatma Cris é hathaiogue e foi bailarina pela Royal Academy de Londres até a adolescência. Há 15anos Cris se aprofunda no caminho do Yoga, dança, antropologia e meditação.Shakti yogini iniciada em diversas vertentes do Yoga, foi professora residentedo ashram Parmarth Niketan, de Rishikesh (Índia), onde conduziu práticas deHatha e Kundalini Yoga, Cinco Ritos Tibetanos e Advaita Vedanta sob aorientação da Yogacharia Sadhavi Adha Saraswati. Recebeu os ensinamentos deKalachakra Lagutantra diretamente de SS o Dalai Lama após períodos de silêncioem retiros de Vipassana em Dharamsala. Há três anos residindo no Brasil, apóster se aprofundado nos conhecimentos e técnicas dos Cinco Ritos Tibetanos commonges, iogues, amigos e mestres na Tailândia, Índia, EUA e Europa, ParmatmaCris vem desenvolvendo uma linguagem única à prática dos Cinco Ritos Tibetanose Vinyasa Flow.
04out
Em Pratique mais!, Respiração

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>Respiração trifásica do Yoga

Por Carolina Borghetti

A respiração é o ato de levar o ar para dentro dos pulmões, causado por uma mudança tridimensional no formato das cavidades torácica e abdominal (Kaminoff, L., 2008). O uso do diafragma, músculo que favorece esta alteração tridimensional, é a chave para a respiração iogue, ou respiração trifásica do Yoga.
Durante o processo da respiração diafragmática conseguimos perceber o ar preencher as cavidades em três regiões distintas: a região abdominal (acimada linha do umbigo, exatamente sobre o músculo diafragma), a região intercostal (nas laterais do tórax, entre as costelas), e a parte superior do peito (próximo às clavículas).
A respiração é também a principal fonte de absorção de prana (energia vital) e eliminação de apana (um dos cinco pranas vitais, relacionado ao processo de eliminação) do organismo.
As escrituras iogues relacionam prana com todo o processo de nutrição/consumo do organismo humano; apana, tudo aquilo que necessita ser excretado para que o organismo se mantenha em homeostase, equilíbrio, e mantenha-se saudável e jovem (Kaminoff, L., 2008).
Quanto mais qualidade houver no ato de inspirar e expirar, mais efetiva é a absorção de prana e eliminação de apana. Quanto mais efetivas estas funções, mais qualidade garantimos às nossas vidas. Respirar bem é estar consciente do momento presente.
Consciência e saúde
Existe uma técnica que permite perceber melhor este movimento. Pratica-la regularmente harmoniza naturalmente a função respiratária. É um lembrete para respirarmos com qualidade, devido à grande sensação de bem-estar que a técnica oferece.
Deite-se confortavelmente de costas; deixe suas pernas afastadas, com os pés tombados naturalmente para fora. Mantenha a cabeça alinhada à coluna vertebral. Sinta-se o mais confortável possível. Deixe a palma de sua mão direita sobre a região abdominal, um pouco acima da linha do umbigo. O cotovelo deve estar relaxado, tocando o solo. A mão direita irá repousar sobre a região do peito, sendo que o cotovelo esquerdo fica também relaxado, em contato com o solo.
Mentalmente, divida a região do seu tórax em três: parte baixa, média e alta dos pulmões; sendo a parte baixa próxima ao músculo diafragma; a parte média, a região das costelas; e a parte alta, a região próxima as clavículas.
Comece a inspirar preenchendo a parte baixa do abdômen (1). Continue conduzindo o ar, percebendo encher a região média dos pulmões (2), como se as costelas se afastassem, aumentando a largura da região do tórax (2). Ainda na mesma inspiração, preencha a totalidade de seus pulmões, percebendo a expansão da região das clavículas (3).
A expiração acontece de forma passiva e natural, e a consciência acompanha também a modificação no formato tridimensional durante este processo; o movimento acontece em sentido oposto.Perceba a região alta dos pulmões baixar (3), a região entre as costelas se comprimir (2) e a região do abdômen cavar (1), expelindo o ar de maneira efetiva.
Não apresse a sua expiração, deixe que o ar saia de forma gradual. Deixe que, inclusive, o ar residual saia de seus pulmões.
Repita o exercício por, no mínimo, cinco minutos.
É importante ter cuidado para não forçar a inspiração, para que se tenha ar suficiente para a condução ao longo de toda a extensão dos pulmões. O movimento é lento, fluido e consciente.
Para saber mais sobre a dinâmica da respiração: Anatomia do Yoga (Leslie Kaminoff).

Carolina é psicóloga (2003), professora de Yoga (2008) e instrutora de Pilates (2010). Tem especialização em Psicologia da Saúde (2007) e Ciências da Saúde e do Desporto (2008). Dedica-se à prática de Yoga e ao estudo psicológico das atividades desportivas; tem grande apreço pelos benefícios globais consequentes de atividades físicas. Mais em: http://about.me/carolborghetti

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