29abr
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Outono em você II

Por Maria Cabral
Ilustração: Huan Gomes
Publicado originalmente no site do Iguatemi
A chegada do outono causa mudanças na paisagem e em nossos organismos. O ressecamento de nossa pele e uma digestão irregular são indícios dos efeitos dessa estação em nosso corpo.
A naturóloga especializada em nutrição, Caru Alencar, explica que “nessa época é comum que nossa função intestinal e digestão se tornem irregulares, ou seja, a digestão pode ser boa em um dia e péssima no outro; o que digeríamos bem no verão, passa a ficar mais difícil no outono”.
Equilíbrio pelos opostos
Diferentes linhas de medicinas integrativas, como o Ayurvedatradicional da Índia, sugerem que, para equilibrar as influências externas, devemos procurar ações com qualidades opostas. Então se o outono nos traz frio e ressecamento, devemos nos preocupar em manter nosso corpo quente, nutrido e hidratado.
Essa teoria aplicada à alimentação sugere que, nesta época, nossas escolhas devem ser por alimentos nutritivos, como grãos integrais bem cozidos e, de preferência, com especiarias que ajudem na digestão como açafrão, páprica, gengibre, manjericão e cominho.
Isso pode ser um problema para quem não vive sem uma saladinha! “As saladas tem tudo para agravar ainda mais estes desequilíbrios. Elas são muito frias e secas, geralmente com sabor adstringente que resseca o organismo, gerando gases no intestino e muito desconforto nesta área”, explica Caru, que também é terapeuta ayurvédica.
Soluções
Mas se você não consegue abrir mão da salada nem abaixo de zero, algumas dicas da Caru podem minimizar os riscos de desequilíbrios:
- deixe para o final: as saladas podem “esfriar” nosso fogo digestivo e atrapalhar a digestão dos outros alimentos. No frio melhor consumi-las no almoço e depois do prato principal.
- chás: as bebidas quentes são muito bem vindas essa época, experimente um chá de gengibre com erva doce depois das refeições.
- abuse dos temperos: a salada bem temperada passa a ser mais nutritiva e fácil de digerir. Acrescentar azeite de oliva extra virgem e ervas que ajudam na digestão – como gengibre ralado, semente de erva-doce, folhas de manjericão ou pimenta-do-reino – pode também ajudar a evitar problemas.
Receitinha quente
A Caru ainda sugere um molho quente para acrescentar a sua salada preferida: aqueça em uma frigideira, por aproximadamente 2 minutos, azeite ou ghee (manteiga clarificada), algumas sementes de cominho e folhas de curry. Tempere sua salada acrescentando limão ao preparo.
Experimente e bom outono!
Leia aqui a entrevista completa com a naturóloga Caru Alencar.
Maria Cabral pesquisa soluções conscientes para um estilo de vida saudável. Ela também estuda e pratica Yoga e Ayurveda.
04fev
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Ciência da Nutrição – uma herança ancestral

Por Marise Berg
Publicado originalmente no blog Ayurvedicamente

Tive o privilégio de entrar em contato com a ciência pelo caminho oriental. Antes de ser graduanda em Nutrição, sou praticante e eterna estudante de Ayurveda – o sistema tradicional de saúde mais antigo da humanidade.
Em sânscrito, Ayurveda significa Ciência (veda) da vida (ayur). Longevidade, vitalidade, saúde física, mental e emocional, são os objetivos da Ayurveda que percebe a vida com uma jornada de expansão da consciência e de expressão dos nossos talentos naturais em direção à felicidade, prosperidade e liberdade.
A Nutrição é uma das especialidades da Ayurveda e os seus princípios fazem parte dos Upavedas, uma ancestral literatura sobre saúde. A longevidade é citada pelo sábio autor Charak Samhita, como resultado da boa saúde, cuja essência é a dieta. De acordo com o autor, somos o resultado da digestão dos alimentos físicos e/ou energéticos que ingerimos. Eles nutrem o funcionamento bioquímico do corpo, fornecendo os substratos necessários para os processos fisiológicos que nutrem a vida. O corpo físico, por sua vez, abriga e dá suporte energético para mente e a consciência.
Os alimentos são considerados fontes generosas de energia vital (prãnã). Quando adequados para o nosso organismo e à nossa potência digestiva (agni), contribuem decisivamente com a nossa saúde e vitalidade. Nosso bem estar geral, compleição, clareza, voz, longevidade, genialidade, felicidade, satisfação, nutrição, força e intelecto são sustentados pelo que digerimos.
Segundo Samhita, a dieta ideal deve considerar aspectos como a quantidade, a variedade, a combinação entre os alimentos, o método de preparação, o tempo (a idade, o momento das refeições, as fases da vida, a sazonalidade), o local (respeitando características regionais e culturais), a potência digestiva e a genética. Na ciência contemporânea esses mesmos princípios dietéticos são propostos pelo respeitado autor Pedro Escudeiro, que se refere à quantidade, qualidade, harmonia e adequação da dieta.
Além dos aspectos técnicos, pela Ayurveda, a escolha da dieta deve ser sustentável, baseada no conceito de não-violência e compaixão pelos seres vivos, com ênfase no auto-cuidado. É preciso considerar que a escolha da dieta não envolve apenas o comensal e a sua saúde individual, mas, engloba aspectos como o ambiente, o solo, o sol, a chuva, o trabalho de quem planta e colhe, transporta, prepara, além do consumo de recursos utilizados do planeta para a produção dos alimentos.
O alimento é o fruto da vida. A nossa vitalidade e longevidade dependem da relação estabelecida com a nossa dieta individual e coletiva.  Ser Nutricionista, no passado e no presente (e, provavelmente, no futuro) é decifrar a interação dos alimentos com o nosso organismo e despertar nos indivíduos a consciência de que uma dieta ética e saudável tornará a vida mais pacífica, saborosa e cheia de vitalidade.
 Referências
GUPTA. Biogenic secrets of food in Ayurveda. Chaukhamba Sanskrit Pratishthan. Delhi, 1999.

 

Marise Berg Terapeuta Ayurvédica, Culinarista e graduanda em Nutrição

Prãna Spa Ayurvedico, Campos do Jordão/SP: www.pranaspa.com.br

[email protected]

28jun
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Biomassa de banana verde

Por Mariana mesquita

A banana verde cozida é considerada um alimento funcional. Fruta tropical, rica em vitamina A, C , D e E, fósforo, ferro, B1 e B2 e contém alto teor de amido resistente em sua polpa.

O amido resistente é resultante da degradação do amido não digerido e não absorvido pelo intestino delgado, podendo ser fermentado no intestino grosso, produzindo substâncias que servem de fonte de energia para a produção das bactérias benéficas do nosso intestino. Além disso, mantém a integridade da mucosa, responsável pela absorção adequada dos nutrientes e pela barreira da entrada de substâncias maléficas.

Assemelhando-se a fibras insolúveis, o amido ajuda a regular o trabalho intestinal, aumentando o bolo fecal e reduzindo o esvaziamento gástrico, consequentemente, previne constipação intestinal e doenças associadas.

Alguns subprodutos podem ser preparados com a banana verde cozida, como a biomassa e a farinha de banana verde, que podem ser utilizados em preparações, substituindo a farinha de trigo. Além disso, a biomassa da banana-verde pode ser adicionada em sucos  e vitaminas.

O preparo da biomassa de banana-verde é simples e pode ser feito em casa. 

1) Lave as bananas verdes com casca, uma a uma, utilizando esponja com água e sabão. Enxágue bem.

2) Em uma panela de pressão com água fervente (para criar choque térmico), cozinhe as bananas verdes com casca, cobertas com água, por 20 minutos.

3) Desligue o fogo após os primeiros 8 minutos e deixe que a pressão continue cozinhando as bananas.

4) Espere o vapor escapar naturalmente. Não force o processo abrindo a panela debaixo da torneira, por exemplo.

5) Ao término do cozimento, mantenha as bananas na água quente da panela.

6) Vá aos poucos tirando a casca da polpa, que deve ser passada imediatamente no processador. É importante que a polpa esteja bem quente, para não esfarinhar.

7) Coloque a quantidade desejada da polpa cozida quentíssima no processador.

8) Processe até obter uma pasta bem espessa.

9) Se não for utilizar imediatamente, guarde a polpa em saco plástico. Essa polpa pode ser guardada por 3 a 4 meses no congelador, mas necessitará de um reprocessamento.

Mariana Mesquita é terapêuta ayurvedica, praticante de Yoga e proprietária do restaurante Maha Mantra Culinária Saudável www.mahamantra.com.br

 

 

 

13mar
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Alimentação sem Riscos

Por Silvia Salas

Temos vários hábitos alimentares nocivos ou imprudentes nos dias de hoje, em especial se compararmos com o estilo de vida recomendado pelas medicinas tradicionais ancestrais, como a medicina chinesa, Ayurvédica e a dos índios americanos.

Sinto que se perdeu a sacralidade ou o respeito à comida. As pessoas tomam café da manhã, almoçam e jantam no corre-corre e nem se lembram de agradecer por ter esse alimento em suas mãos. O agradecimento pode começar com um obrigado a Deus ou a Terra, à natureza e aos animas que estiveram em volta desse alimento, ou às pessoas que o preparam. Essa gratidão é a porta da entrada para saúde, paz e alegria no momento da alimentação, além de ajudar na digestão e estimular um sentimento de plenitude.

Livre-se dos vícios

Os hábitos abaixo são nocivos e devemos observá-los, pois com um pouco de atenção a alimentação correta passa a ser a principal garantia de boa saúde:

- Comer de forma impulsiva sem ler os rótulos ou não saber de onde vem o alimento. Sabendo dessa informação poderíamos evitar muitas dores de cabeça, ou melhor, de estômago.

- Comer assistindo televisão, escutando música, conversando, caminhando, no carro, no ônibus, no trem. Não podemos fazer duas coisas com plena consciência ao mesmo tempo. Se o fizer, especialmente com a alimentação, a digestão será mais lenta. Segundo o Ayurveda, tudo que captamos pelos sentidos é alimento, como o cheiro de uma flor ou a beleza de um entardecer, assim como uma notícia ruim na televisão ou a fofoca da vizinha. Para tudo fazemos digestão, claro que não será uma digestão no estômago, mas sim no corpo por inteiro.

Só para dar um exemplo: pense como se sentiu depois de uma notícia ruim. Com fome? Ou  sem vontade de (mais…)

09fev
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Na net: Vegetarianismo – Parecer do Conselho Regional de Nutrição SP e MG

O Conselho Regional de Nutricionistas de SP finalmente se pronuncia positivamente sobre as dietas vegetarianas. Leia abaixo o resumo do parecer.

Ayurvedicamente: Vegetarianismo – Parecer do Conselho Regional de Nutrição SP e MG.

 

08fev
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Prato colorido

Por  Carolina Borghetti

Já falamos muitas vezes aqui no blog sobre como a alimentação é uma importante fonte de energia vital. Os processos digestivos estão, íntima e diretamente, relacionados aos processos físicos, metabólicos, psíquicos e energéticos. (Aqui você lê sobre Vegetarianismo e Yoga, Respiração que Emagrece e Saúde da Digestão).

O corpo recebe, através dos cinco sentidos, uma excessiva carga de toxinas diariamente. A escolha por alimentos saudáveis e de boa procedência ajudam o corpo a digerir não só o alimento, mas também todas as impurezas ambientais.

Ao optarmos por uma alimentação equilibrada, facilitamos o trabalho do nosso corpo. A alimentação natural, além de retirar a sobrecarga, torna-se aliada do nosso organismo e facilita a digestão de elementos físicos, mentais, energéticos, ambientais e espirituais; tornando nossa vida globalmente equilibrada.

O chef de cozinha Richard James adquiriu experiência ao redor do mundo e tem, como uma de suas especialidades, a culinária natural, com ênfase em pratos saudáveis e coloridos. A diversidade de cores garante a ingestão de todos os nutrientes que nosso organismo necessita para viver em equilíbrio.

Compartilhamos agora uma receita de entrada de rodelas de tomate com discos mornos de ricota e espinafre, feitos com redução de vinagre balsâmico:

Ingredientes:

• de 4 a 6 tomates maduros (italianos)

• 500 g de queijo ricota fresca

• 1 molho de espinafre

• 2 dentes de alho

• 1 ovo

• 1/2 xícara de farinha de rosca

• tomilho

• 300 ml de vinagre balsâmico

• 1 xícara de açúcar branco ou mascavo

• sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo:

1. Misture o espinafre com a ricota, ovo, farinha de rosca, alho amassado, sal e        pimenta-do-reino a gosto. Reserve na geladeira por meia hora.

2. Reduza o balsâmico na panela com açúcar e um pouco de tomilho picado até que a consistência fique como a do mel.

3. Fatie os tomates, acrescente azeite, sal e pimenta.

4. Corte o rolo de ricota, já misturada, do mesmo tamanho que as rodelas de tomates e então frite levemente em azeite até ficar dourada.

5. Coloque em camadas os tomates e os discos de ricota e, em seguida, regue com a redução do balsâmico. Sirva com pão ou salada de rúcula.

 

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