06mar
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Os Chakras Rodopiantes

Por Satyanátha (publicado no site O Nome do Mundo)

Sim, você tem chakras, centros rodopiantes da sua energia fluida — e se não os percebe, é como aquela pessoa que sai procurando os óculos sem notar que os está usando, ou quem tenta achar o relógio sem lembrar de olhar o próprio pulso. Aquilo que faz parte do quotidiano passa desapercebido, por mais importante que seja, como respirar.

Os chakras giram, giram. Chakra, em sânscrito, significa roda, e é essa aparência deles. São como cidades no imenso país que é cada ser humano, mas ao invés de serem cheias de gente e carros, são núcleos povoados por sua energia em movimento. Ligando um chakra ao outro, como rodovias, existem os nadis, canais sutis por onde fluem desde a vitalidade do corpo até nossas emoções. O que chamamos de sentimentos são o resultado desse mecanismo.

Os nadis, também chamados de meridianos, carregam energia por entre um chakra e outro. O que determina o tráfego é uma relação dupla que existe entre os nossos pensamentos e as nossas energias. Quando nossa mente se fixa em alguma coisa, as energias se encaminham, obedientes, para os chakras que correspondem ao que estamos pensando; o inverso é igualmente real, e quando as energias fluem por certas partes da gente, os pensamentos surgem ou são amplificados.

O mecanismo não é difícil de entender. As energias dos chakras e nadis são sutis, invisíveis aos olhos. Mas o exemplo é simples: quando começamos a pensar em comida, o estômago tende a dar sinais de fome; quando temos fome, começamos a pensar em comida. Um lado influencia o outro.

E assim também é com os chakras: eles influenciam os nossos pensamentos e sentimentos, mas também são influenciados por eles. O sistema caminha unido e é até difícil dizer em que lado algo começou, se como energia ou pensamento. Na verdade, pensamento é uma forma de energia correndo por nós.

Quando, por exemplo, estamos fazendo um trabalho intelectual importante, as energias correm em nossos meridianos até o chakra que vibra discernimento e da razão. Ele então brilha forte, gira rápido, como uma cidade cheia de habitantes, as luzes todas acesas. Assim, uma pessoa que tenda a ser bem racional vai ter o chakra da razão bem desenvolvido, sempre bem abastecido, e aí quando algo novo surge — um problema, uma situação boa, o que for — os primeiros pensamentos da pessoa vão ser também racionais, já que é essa a sua capital, onde as energias estão primordialmente focadas.

Os sulcos que isso causa em nosso sistema de energias nos leva a agir de forma mais ou menos previsível. Quem tem só um martelo acha que todo problema é prego; uma pessoa que vibra quase sempre no chakra da raiva e do conflito vai querer sempre brigar. Nós temos canais principais por onde a energia tende a fluir. Mudar isso requer atenção, e um pouco de tempo.

A energia é simples, potente, e neutra. É a maneira que ela se expressa que define os resultados, igual ao que acontece com a eletricidade: não podemos culpá-la por efeitos das máquinas que ela fez mover. Quando movemos os nosso chakras, os abastecemos com energia mesmo sem perceber, e seus efeitos em nós vão além do resultado imediato. Porque as ruas entre eles são alargadas, os nadis se reconfiguram o tempo todo, e quanto mais alimentamos cada chakra, mais ele vai nos influenciar no futuro. Eles são máquinas que não se desligam e que quanto mais crescem, mais importante ficam em nós.

É por isso que temos que mantê-los, todos, bem abastecidos, mantendo o sistema flexível para não ficarmos estagnados em apenas alguns chakras. A maioria das pessoas vive com suas energias girando principalmente em apenas um ou dois deles, vendo tudo por aquele viés limitado. São como sedentários que movem apenas um grupo de músculos, que não se alongam, que não podem correr, e sentem dores por conta do desequilíbrio que criam.

Os chakras humanos são sete: muladhara (memória e relação com a matéria); svadisthana (razão, intelecto e identidade); manipura (determinação, criação e força de vontade); anahata (profundo entendimento, compaixão); vishuddha (poder e amor da alma); ajna (percepção sublime) e sahasrara (ligação com o divino). São, progressivamente, mais sutis e diáfanos, com energias mais fortes, porém menos evidentes na vida material.

O importante de se saber, também, é que temos também sete outros chakras grandes, que não são humanos. São características animais. O que não é ruim; eles fazem parte de nosso sistema. Mas devem ser usados com cuidado, da mesma maneira que nós domamos as nossas tendências instintivas para viver bem em sociedade. Nós aprendemos, já, a controlar o nosso comportamento, de maneira mais repressiva e superficial, mas ainda não somos muito bons em parar de alimentar a fogueira do bicho que há na gente. Como temos poderes humanos, as tendências desses chakras se tornam bem mais nocivas em nós do que são nos animais.

Quando uma pessoa alimenta os chakras animais em si, mas ao mesmo tempo tenta impedir os efeitos disso, o resultado é uma tristeza implosiva ou uma insanidade explosiva.

Os chakras animais são: atala (medo e desejo animalesco); vitala (raiva e agressão); sutala (inveja destrutiva); tatala (confusão e insanidade); rasatala (egoísmo total); mahatala (ausência de auto-consciência) e patala (crueldade extrema). Os dois primeiros são tão úteis quanto uma faca afiada e tão perigosos quanto; os outros são reinos de desespero.

Por natureza, a nossa energia tende a fluir mais para um chakra ou outro. O pensamento os comanda, e quando vemos energia presa em um local em nós que não queremos que ela esteja, podemos fazê-la tomar a estrada, subir em clareza e luz. Cultivar os chakras humanos é a estratégia mais antiga na humanidade de se encontrar paz e alegria. É simples como a agricultura: irrigar com cuidado, cuidar do fluir, impedir a estagnação e a seca.

O poder de decidir é sempre nosso. Um dia, podemos nos deparar com um sistema que precisa de reparos, que nos leva ao chakra do medo mais frequentemente do que devia, que nos prende no intelecto quando queremos sentir amor. Devagar, com empenho, vamos alterando o sistema, de enxada e pá nas mãos, descobrindo as sutilezas e alegrias de energias e chakras mais elevados.

Precisamos retirar os pedágios que existem nos nossos nadis, as idéias pré-concebidas, os preconceitos errados, os arcaicos conceitos. Para que a energia flua como deve em nós, por todos os poros, nas ações e pensamentos; até criar um sorriso cheio de luz e olhos que brilhem como a alma.

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Davi Murbach é um metafísico e um místico. Sob o nome Satyanátha, viveu por quase sete anos como monge iniciado no Monastério Hindu de Kauai. Aprendeu técnicas de meditação milenares com a linhagem Saiva Siddhanta dos Nathas do sul da Índia, e esta é a base do seu conhecimento. Estuda sufismo, cristianismo, budismo e mais outrismos com gosto, descobrindo neles linguagens diferentes para falar do mesmo mistério, do mesmo potencial humano, do mesmo Deus.

É um herege rebelde, sujeito perigoso, que prefere a luz a seus reflexos. Sofre de alergia a dogmas. Tem pouca coragem, mas vai assim mesmo, e até o fim. Fala sobre coisas transcendentes e se surpreende quando alguém quer ouvir.

29mar
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Movimentos da Mente

Por Mahavir Thury

 

Vrttis são propensões mentais que podem ser positivas ou negativas. Cada chakra tem um conjunto de vrttis. Por exemplo: irritabilidade é um vrtti negativo do terceiro chakra, o manipura chakra. Afeto é um vrtti positivo do quarto chakra.

Alguns chakras estão ligados diretamente a glândulas endócrinas. O desequilíbrio dessas glândulas, ou dos chakras, gera distúrbios que podem afetar desde o nosso metabolismo até o nosso estado mental e emocional.

O mundo moderno causa inúmeros distúrbios nos chakras. Um exemplo direto disso é o estresse, um desequilíbrio no terceiro chakra, ligado com as suprarrenais que secretam os hormônios do estresse.

A prática de Yoga equilibra esses centros de energia e as secreções glandulares, garantindo bem-estar e saúde física e mental.

Ao lado algumas posturas que ajudam a controlar o estresse e atuam no terceiro chakra.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Mahavir ensina yoga desde 1997. Certificado professor de Yoga pela The Sivananda Yoga Vedanta da Califórnia, EUA, no ano de 1998. É praticante de yoga desde 1991 quando foi iniciado no Tantra Yoga de Ananda Marga de Shrii Shrii Anandamurti. Saiba mais AQUI.

21jan
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Anatomia Sutil: anandamaya kosha

 

por gustavo ponce

O quinto, Anandamaya Kosha, é o corpo de felicidade que está em contato com o espírito ou o Ser. Da origem aos demais Koshas. Em Anandamaya Koshase transcende o conhecimento intuitivo e se experimenta a dimensão transcendental do ser humano onde não existe nem tempo nem espaço nem individualidade. Habita-se neste corpo durante o sono profundo, e durante certos momentos de meditação, quer dizer quando não há consciência do corpo (corpo denso) nem da mente (corpo sutil).  Este corpo acompanha o homem até a liberação final, momento em que o Ser retorna a sua fonte cósmica.Mais sobre os Koshas:

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19dez
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Anatomia sutil: Vignanamaya Kosha


por gustavo ponce
O quarto é Vignanamaya Kosha o plano do conhecimento sutil ou da consciência.
Chama-se também envoltório psíquicoou corpo intuitivo. É constituído por Buddhi,o princípio discriminador, a inteligência que avalia, determina e decide. Étambém a sede do ego, o princípio de individualidade que nos faz sentirdiferentes dos demais. Este Kosha estáem contato com o mundo exterior através dos Tanmatras:Som, essência sutil do elemento éter; Tato, essência sutil do elemento ar; Forma e cor, essência sutil do elemento fogo; Sabor, essência sutil do elementoágua; Odor, essência sutil do elemento terra.
Neste Kosha experimenta-se a autoconsciência ou consciência do Eu (estouconsciente de que sou consciente). Residem em Vignanamaya Kosha, as faculdades superiores da mente. Quando sedesperta seu potencial, mediante a prática de meditação, se manifestam aintuição ou conhecimento direto, a sabedoria, as percepções extra-sensoriais,as experiências fora do corpo, etc.
Vignanamaya Kosha e Anandamaya Kosha constituemo que geralmente entendemos como psiquismo e mente. São dois aspectos da mesmacoisa e, junto com Pranamaya Kosha, formam o corpo sutil ou corpo astral. Ohomem reside no corpo sutil quando entra no estado de Swapta (nívelsubconsciente), quer dizer quando dorme e experimenta os sonhos. Durante Swaptase desvanece a percepção do corpo físico e do mundo exterior e a consciência seestabelece no mundo dos conteúdos mentais (pensamentos, imagens, emoções,memórias, etc.).
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16dez
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Anatomia sutil: Manomaya Kosha


por gustavo ponce
O terceiro envoltório é Manomaya Kosha ou corpo mental. Estecorpo é constituído pelos cinco órgãos de percepção (audição, tato, vista,gosto e olfato): os cinco órgãos de ação (fala, tato, movimento, geração eexcreção) e o pensamento. É também o lugar das emoções e dos sentimentos.Trabalha com os dados enviados pelos órgãos dos sentidos e com a informaçãoarmazenada na memória. Este corpo é o intermediário entre os Koshas superiores e inferiores. Éencarregado de transmitir as experiências e percepções do mundo exterior aocorpo ou envoltório psíquico (Vignanamaya Kosha) e de comunicar as influênciasdos Koshas superiores aos inferiores.Suas ordens põem em marcha as energias do corpo energético (Pranamaya Kosha) eestas se manifestam nas ações do corpo físico (Annamaya Kosha).
O envoltório ou corpo mental alimenta-se das experiências do indivíduo.Cresce e se desenvolve quando não se atua por imitação ou repetição de padrõesculturais adquiridos, e sim enfrentando as situações da vida segundo a própriaespontaneidade e o critério pessoal genuíno.
      

 

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15dez
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Anatomia sutil: Pranamaya Kosha


por Gustavo Ponce
O segundo corpo, de menor densidade e, por isso, não visível ao olho humano, se chama Pranamaya Kosha, corpo energético ou Prânico. É uma réplica energética do corpo físico, ao qual dá vida e sustenta.
O ser humano capta o Prana de diferentes maneiras, sendo a mais importante o processo respiratório.
Mediante a inspiração, se absorve a energia, que logo é armazenada e distribuída.
O Prana é intercambiável dentro do homem e adota qualidades diferentes segundo o envoltório que alimenta e as funções que realiza.
Do ponto de vista do Yoga, é muito importante a interrelação Prana-mente, de forma que a modificação de um produz uma flutuação no outro.
Neste principio estão baseados sistemas como o Hatha e Raja Yoga. Na prática yóguica atua-se conscientemente sobre o Prana, que se pode visualizar em forma de correntes luminosas que percorrem o corpo.
A câmera Kirlian fotografa emanações luminosas dos campos energéticos do homem e os cientistas balizaram a energia Pránica com o nome de “bioplasma”.
O Prana que constitui o corpo energético é uma representação da energia cósmica universal, o Maha Prana. Da mesma forma que a energia elétrica em nosso lar se transforma em luz, aquecimento, rádio, televisão, etc…, assim o Prana também realiza diferentes funções no corpo físico, conhecidas como Pranavayu (ares vitais).
As modificações ou funções que assume o Prana no corpo são dez, das quais cinco são as mais importantes. São conhecidas como os cinco Vayus ou Pancha Prana:
  • Prana
  • Apana
  • Samana
  • Udana
  • Vyana
Cada Vayu localiza-se em uma zona do corpo onde atua e flui em uma direção determinada.
Prana Vayu: está na região torácica, entre a laringe e a parte superior do diafragma. Sua função principal consiste na absorção do oxigênio e do Prana, por meio do movimento respiratório. Também é responsável pelo funcionamento do coração e pela absorção do alimento líquido e sólido. A direção de seu movimento é para cima.
Apana Vayu: localizado abaixo do umbigo, trabalha em oposição a PranaVayu e o complementa ao mesmo tempo. Sua função é a eliminação-expulsão de resíduos corporais e dependem dele o aparelho excretor e urinário. Governa também a menstruação, a ejaculação e é a força que opera durante o parto. Atua na eliminação do anidrido de carbono mediante a expiração. Seu movimento é para baixo.
Samana Vayu: está situado entre o esterno e o umbigo. Encarrega-se de digerir os alimentos e assimilar o Prana que os mesmos contêm. Proporciona vitalidade ao estômago, fígado, pâncreas e intestinos e regula suas secreções. Sua energia se move horizontalmente da esquerda para a direita e da direita para a esquerda.
Udana Vayu: localizado na área do pescoço, da cabeça e das extremidades. Regula a expressão facial e a fala e nutre os órgãos dos sentidos: olhos, nariz, ouvidos e língua. Realiza o movimento da garganta e mantém a força em cada músculo. Sua energia se move de forma circular.
Vyana Vayu: impregna todo o corpo realizando a função de integrador-coordenador dos demais Vayus. Distribui o Prana por todo o organismo, ajustando a circulação dos fluídos e da energia nervosa. Atua no movimento de músculos e articulações, ajudando a manter o corpo ereto, dotando-o de coesão em todas as suas partes.
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