03mai
Em Ayurveda, Saúde natural Marcadores , , ,

Deixe um comentário

Mãe – o maior presente de todos

Por Marise Berg
Publicado originalmente no blog PranaSpa Ayurvédico
Imagem: reprodução
Já reparou que as estações do ano, que sempre nos ajudaram a compreender a passagem do tempo, foram aos pouquinhos cedendo a vez para os chamados eventos? Não, eventos não são grandes acontecimentos e marcos a serem comemorados nas nossas vidas. Até poderiam ser, mas… Refiro-me às datas valiosas do calendário do comércio, que marcam a expectativa do aumento de fluxo, de consumo, a grande chance de bater as metas do varejo.
Lembro que na infância as compras no supermercado indicavam se era tempo de morangos, caquis, melancia e outros achados da época. E as receitas em casa iam se renovando ao sabor das estações. E com o benefício do frescor, aprendíamos que havia o tempo de plantar e o tempo de colher de cada coisa.
Lição da mãe natureza. Frequentemente, a colheita doméstica era feita com as frutas já lavadas, descascadas e geladinhas. Valor agregado pelas mãos amorosas das mães, eternamente dedicadas a nos nutrir de vitaminas e afeto.

Venha colocar 1 pitada de fermento no tempo dedicado à sua mãe proporcionando à dupla reviver o contato íntimo, prazeroso, de conversa ou de silêncio, com direito a massagem, caminhada, banho de sol e refeições orgânicas.

 Evento Relacionado

Faça sua reserva dizendo que leu essa divulgação no Yoga pela Paz e ganhe uma cesta de orgânicos!

 Prãna Spa Ayurvedico, Campos do Jordão

De 10 a 12 de Maio – sexta à domingo

- Cardápio Natural Gourmet preparado no fogão à lenha com ingredientes colhidos na horta orgânica do local.

- Massagens delicadas com óleos vegetais, ervas e aromas, sauna.

- Meditação e Yoga (opcionais).

- Hospedagem afetiva – penas 3 suítes confortáveis – máxima integração com a natureza.

Reservas e informações: [email protected]

 

Saiba mais em: www.pranaspa.com.br

 

13jul
Em Filosofia, Inspiração, Meditação, métodos, Yoga Marcadores , ,

Deixe um comentário

Liberdade e meditação

Publicado originalmente no blog Pratique Yoga Taubaté

Estamos muito empenhados na luta pela liberdade religiosa, política, social, luta justa e sensata, mas a maioria de nós não se pergunta se é livre intimamente. Nossa mente é escrava de nossas próprias projeções, ânsias e apetites. Psicologicamente cria-se uma prisão própria através dos desejos, medos e apegos. Precisamos descobrir como nossa mente funciona, treiná-la e utiliza-la como um instrumento de manifestação do puro amor que somos, aí sim, saberemos alguma coisa sobre liberdade. Antes disso, somos escravos de nós mesmos, dos hábitos e desejos que nutrimos com nossos pensamentos, emoções e atitudes.

Nutrir as causas de nossa prisão acontece de forma voluntária ou involuntária. Muitas vezes estamos tão familiarizados com essa postura que atitudes como essas se tornam automatizadas e habituais e, no pior dos casos, chegamos a nos identificar com elas e nem ao menos podemos imaginar a possibilidade de viver sem esse padrão de aprisionamento. Na verdade, nem mesmo parece ser uma prisão de tão acostumados que estamos nessa condição. Assim, o desejo, os medos, as projeções e os apegos se tormam comuns e normais diante dos olhos da maioria de nossa sociedade que, por sua vez, sofre do mesmo mal.

No Yoga e na maioria das tradições espirituais originadas no oriente, utiliza-se a meditação como um meio para estudarmos e conhecermos o que acontece na mente. Diferente do que se pensa comumente, meditar não é simplesmente parar de pensar, até porque esse é um dos estados mais avançados que se pode alcançar na meditação leiga. Meditação é parar em silêncio, diminuindo as atividades dos órgãos do sentido, o que no yoga é conhecido como pratyahara, e observar. Observar a mente: eis o primeiro passo e desafio para quem deseja a real liberdade.

Para começar, sente em um local onde você se sinta confortável e decida sentar, permanecer em silêncio e observar. Tente, de inicio, 5 minutos e aos poucos aumente o tempo, mas decida começar. O começo talvez seja a parte mais difícil. Aos poucos cultivará o gosto e até uma espécie de necessidade por esse momento de silêncio e auto estudo. Quando digo observe, observe o que acontece como quem observa o fluir de um rio ou como quem assiste a um filme. Não tente reter, parar, expulsar seus pensamentos no momento da meditação, sem apego, sem intenção de desenvolvê-los ou esperar para ver como as histórias criadas em nossas cabeças se desenrolam, apenas observe. Se surgirem memórias do passado, emoções, sensações, planos do que deve fazer, desista, pois nada disso que vem à mente está acontecendo de fato. Apenas observe. Mesmo que seja quase irresistível desistir, persevere e observe. Como um cientista em um laboratório que, sistematicamente, observa sua experiência para tomar nota dos resultados, sem interferir nos mesmos, e buscar o conhecimento, você, como cientista de você mesmo, em seu laboratório íntimo, observe com a imparcialidade cientifica, sem análises prévias e julgamentos pessoais, o que acontece com sua mente na experiência de ficar quieto. Apenas silencie e observe.

Sentar em silêncio e observar, é um método de pesquisa para auto descobrir-se. Conhecer a si mesmo, a mente, os pensamentos e compreender, a origem desses pensamentos e, por consequência, a origem dos medos, angustias, raivas, desejos, apegos, nos propiciará uma condição de conhecer a natureza da prisão psicológica construída por nós mesmos. Assim, se for de nossa vontade, podemos experimentar a “liberdade semente” de todas as outras, a liberdade íntima e irrevogável à existência humana.

Na vida, assim como na meditação, adote uma postura de cientista na busca de conhecer a si mesmo. Com vontade, comprometimento e perseverança, observe-se, sem julgamentos ou conceitualização, apenas observe-se. Se dê a oportunidade de ser livre do sofrimento e viver na plenitude da vida, no estado real de liberdade. Seja emocionalmente livre!

14mai
Em praticantes, Yoga Marcadores , , ,

Deixe um comentário

Diário de um Retorno 2

Por Tetê Pacheco

Às vezes, a dificuldade de começar algo parece estar relacionada à consciência de que isso só depende de você. Ou seja, só você pode fazer certas coisas por você mesmo. E mais ninguém. Essa percepção me fez muitas vezes usar o recurso companhia. Nada como um filho, uma amiga, um namorado para nos fazer “ter” que ir a determinado lugar ou fazer determinada coisa. Essa é a desculpa mais “desculpada” de todas. Você, generoso, se movendo pelos outros.

Essa ideia me lembrou uma aula do Kalidas no antigo estúdio da Dina, em São Paulo. Kalidas passou uma postura bastante radical para uma maioria de alunos sem iniciação. E, claro, poucos conseguiram. Ao se perceberem inábeis, uns começaram a ajudar os outros. O que, aparentemente, era uma atitude boa. Nunca vou esquecer daquela voz grave e brava dizendo: “O que vocês pensam que estão fazendo? Cada um que cuide de sua própria prática. Yoga não é para bonzinhos”. Foram necessários alguns anos de prática e de abandono da prática para que eu entendesse o significado disso.

No último domingo, eu estava enrolada com a ideia de sair da preguiça e ir praticar lá no Yoga Flow. Via mesmo a hora em que não conseguiria vencer a mim mesma. Quando me ocorreu a ideia brilhante de convidar uma amiga. Ela aceitou. E adorou, minha amiga me agradeceu pelo convite e tudo mais. E eu consegui vencer a barreira do “porque-tanto-esforço-afinal?”.

Ao longo dos últimos anos, sei lá quantos anos, foram muitas as pessoas que levei para a prática comigo. Isso sempre pareceu legal, pois muita gente nunca havia ouvido falar em Iyengar, ashtanga. Mas hoje confesso que, apesar do saldo positivo, fico mais do que nunca com uma autoprovocação. E sozinha? Serei capaz de ir além de mim?

Veremos.

Namastê.

Tetê Pacheco é mãe do Bento e do Otto. É publicitária e criadora do Agenda Amiga.
Tem muitos planos e projetos para ontem. E muitas idéias e desejos para amanhã.
Hoje está tentando voltar a praticar Yoga.

05mar
Em Filosofia, métodos, Pratique mais!, Yoga Marcadores , , , ,

Deixe um comentário

Um Caminho para a Realização

Por Carolina Borghetti

Praticantes de Yoga utilizam o Yoga Nidra como poderosa ferramenta para diminuir o estresse cumulativo da rotina, reestabelecer a saúde e rejuvenescer o corpo. A professora Mercedes Requena explica mais sobre esta técnica de meditação tântrica ancestral, que foi adaptada para melhorar a qualidade de vida na contemporaneidade.

O que é o Yoga Nidra?

MR: O Yoga Nidra faz parte do Yoga Ancestral e sua técnica consiste em induzir a mente a um estado entre o sono e a vigília. É um treino mental para conseguir, ao mesmo tempo, estar consciente e com o corpo físico completamente relaxado.

O Yoga Nidra interfere em duas camadas da mente. A mente consciente é o estado mental ativo quando estamos acordados; é o estado racional, a capacidade de análise, discernimento e o livre arbítrio. É importante compreender que o livre arbítrio está nesta camada consciente da mente, é neste estado mental que são feitas as nossas escolhas. No entanto, existem informações, estímulos e frequências que chegam até nós e instalam-se diretamente na mente subconsciente, sem que tenhamos esta capacidade de escolha. Em Yoga Nidra, é importante manter alerta a mente (mais…)

14fev
Em Filosofia, Na net Marcadores , ,

1 Comentário

Na Net: O propósito do Yoga e o papel do professor (Yogaforum.org)

 

O propósito do Yoga e o papel do professor :: Yogaforum.org | Yogaforum.org.

“Obter saúde, respirar melhor, relaxar, combater o estresse, entrar em forma são apenas conseqüências naturais da prática correta do Hatha Yoga, mas nenhum desses resultados são a sua meta.”

09fev
Em destaques, métodos, Relaxamento, Yoga Marcadores , , , , ,

1 Comentário

Presente no presente

Por Miila Derzett

A prática de Yoga restaurativa quer que você seja feliz no agora. Parece muita pretensão, não é? Mas é bem simples. A fórmula é a seguinte: você faz o movimento inverso da coletividade e assim consegue diminuir o ritmo frenético e observar a si mesmo, diminuindo sua velocidade e deixando o mundo passar por você. Consegue diminuir seus ritmos: da mente, da respiração, do coração e suspira, finalmente. Um suspiro de “como eu andava nas nuvens, agitado, insatisfeito e aqui, no presente, sinto-me… perfeito”.

É assim que funciona. Você descansa, às vezes, dorme um sono restaurativo, você descansa músculos e ossos em posturas de Yoga, com auxílio de acessórios, e assim cura dores que estavam presentes num cantinho do seu corpo por meses. Tudo o que seu corpo ansiava era um momento DESTINADO a descansar corpo e mente e não somente “dormir” tarde da noite por exaustão ou tomar remédios para tratar dos sintomas.

Sentindo seu corpo entregue e sua mente mais calma, você dá espaço para que as sementes da compaixão floresçam em você: compaixão pelo mundo, pelas pessoas que sofrem por sua felicidade, compaixão por você quando errou tentando acertar, compaixão pelo inimigo que acaba virando o amigo que nos permite a evolução. Assim, aos poucos, como em um quebra- cabeças, você restaura parte a parte, corpo a corpo até chegar a um nível de tranquilidade e satisfação espiritual no qual os pensamentos e as palavras sejam naturalmente mais pacíficos.

Qual o efeito?

Paz, tranquilidade que vem de dentro, sorriso que vem do coração, suspiros, olho que brilha, fazer as pazes, perdoar quem deve ser perdoado, diminuição da ansiedade, da “coisa” no peito, calma, paciência, criatividade, entusiasmo, qualidade do sono, ânimo, permissão para sentir o estado de felicidade já presente há tanto tempo.

A prática de restaurativa é apaixonante. Tenho carinho por todas as posturas, mas gostaria de deixar aqui uma sequência de três asanas, para que seja praticada ao pôr do sol, na praia, na sala, no gramado, onde você estiver agora.

POSTURAS

(mais…)

Assine o blog:



www.yogapelapaz.org - todos os direitos reservados