13mai
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Promoção cultural: transforme as suas emoções

Dra. Uma Krishnamurthy está no Brasil e ministra um workshop no dia 25 de maio.

Formada em Psiquiatria na Índia, tem riquíssima experiência no âmbito da Psicologia do Yoga, da cura e da transformação de emoções, suas principais áreas de interesse e temas de sua pesquisa. É autora de um livro de Psicologia do Yoga, ainda inédito.

Que tal ganhar um convite para o curso?

Envie uma foto que remeta a emoções positivas. A foto deve ser de sua autoria. A mais criativa, de acordo com os os critérios de três avaliadores, ganha um convite para participar do workshop. 

A foto deve ser enviada para o email: [email protected]

Só aceitaremos esse tipo de envio. Todas as fotos enviadas serão postadas em um álbum no facebook, na página do Yoga Pela Paz.

A promoção vai até o dia 20/05 e o resultado será divulgado, nesta fanpage, no dia 22/05

Conheça mais sobre o evento e sobre a palestrante AQUI

 

12abr
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Recompensas

Por Tetê Pacheco

Em 2002, comecei a praticar Yoga mais seriamente no estúdio da Dina, ali no Sumaré. Certa vez, eu voltava da prática por uma rua que nunca havia passado e me deparei com um desses espaços que vendem tudo para jardim. Na porta, estava uma muda de primavera branca, a minha favorita. Resolvi adotá-la. Plantei a primavera no outono, mais ou menos por esta época. E esperei que ela mostrasse sua gratidão já na próxima estação das flores. Muitas primaveras se passaram sem que a minha planta desse o ar da sua graça. Entrou ano, saiu ano, quase dez no total, sem que nascesse uma florzinha sequer.

Poderia ter tirado a muda de lá, sob o pretexto de que ela não vingara, mas resisti, um pouco por culpa, outro tanto por teimosia. Vieram os invernos e com eles chuvas, enchentes. Passaram-se dezenas de verões calorentos e sem sombra.

Eis que um dia, ela começou a crescer. Do nada. Os galhos fortaleceram, fizeram até um bonito desenho na porta de entrada da minha casa. Olhando assim, parece que eles querem entrar pela porta sem pedir licença. Nesse último estranho verão, de clima extremo e emoções à flor da pele, ela chegou ao seu apogeu de beleza. Contrariando todas as expectativas, deu uma florada tão linda e farta que já dura quase três meses sem perder quase nada.

Eu aprendo diariamente com essa árvore. Testando minha paciência e tirando a temperatura da minha arrogância, ela me ensinou a aguardar. Coisa que andamos desaprendendo a cada dia por conta da nossa contemporânea ansiedade.

Nem tudo anda no ritmo que a gente quer. E temos que nos submeter a essa realidade todos os dias. Seja no trânsito, na evolução de nossas práticas, nos objetivos de nossos projetos. Aguardar é lindo e compensador.

Tudo muda, tudo morre, tudo nasce, tudo vence e tudo é derrotado, sempre e sempre. Só temos que saber observar. Nessa Páscoa, comemorei um ano em que estou retornando à Yoga. Assim mesmo, no gerúndio, porque não tem jogo ganho e a história nunca foi contada inteira. Sempre tem mais um capítulo para nos surpreender.

Tetê Pacheco é mãe do Bento e do Otto. É publicitária e criadora do Agenda Amiga. Tem muitos planos e projetos para ontem. E muitas ideias e desejos para amanhã. Hoje está tentando voltar a praticar Yoga.

08abr
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CONCURSO CULTURAL EKOMAT

Ajude a Ekomat a escolher um nome para o seu NOVO FILME.

Participe do Concurso Cultural da Ekomat e concorra a um KIT completo de produtos para yoga + 1 mês de aulas grátis no Estúdio Yoga Flow em São Paulo. O novo filme da Ekomat fala da relevância do yoga na vida moderna, sobretudo nas grandes cidades. O embaixador da marca, André Meyer, faz o papel do Yogi em busca de conhecimento e sabedoria em meio ao caos urbano.

CLIQUE AQUI para assistir ao filme e participar do concurso cultural.

 

 

 

02abr
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Hiperatividade, TDAH e o Yoga.

Por Cassia Parmeggiani

Infelizmente, a hiperatividade entre as crianças tem aumentado rapidamente nos últimos anos. Cada vez mais, médicos diagnosticam o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

O maior problema para pessoas que sofrem de hiperatividade é não conseguir se concentrar. Estão constantemente inquietas e precisam mover o corpo para liberar a energia em excesso que produzem.

Isso representa grandes problemas, especialmente para as crianças. Embora não apresentem déficit nos níveis de inteligência, o desempenho escolar não reflete isso, porque a capacidade de concentração é diminuída. 

Pessoas diagnosticadas como hiperativas têm problemas com organização e estrutura.

Como o Yoga pode ajudar?

Os exercícios de respiração e meditação, bem como as posturas, ajudam as pessoas a terem mais consciência do próprio corpo. Pessoas que sofrem de TDAH tendem a ser conscientes de tudo à sua volta, mas não de si próprias.

As posturas de Yoga permitem o contato com o próprio corpo, promovendo concentração.

Cassia Parmeggiani é Professora de Yoga Integral, Hatha Yoga e Yoga Restaurativo, com especializações em Yoga para Gestantes, Crianças e Yoga na Educação. Membro da I.Y.T.A. (International Yoga Teachers’ Association) e da Aliança do Yoga. Por mais de 10 anos se dedicou ao magistério sendo especialista em educação infantil.

É Doula (Acompanhante de parto profissional que auxilia e orienta a gestante/parturiente durante todas as etapas da gestação, seja no pré-parto, parto ou pós-parto, visando proporcionar conforto físico, emocional  além de atuar na Educação Perinatal que permite que os pais se preparem para vivenciar uma gestação e um pós parto de maneira consciente, natural e acima de tudo bem informados) formada pelo GAMA-SP. 

” Acredito que partilhar os conhecimentos do Yoga é a minha missão, ajudando assim que os outros possam viver de forma mais completa, equilibrada, saudável e acima de tudo FELIZ. O Yoga é um caminho seguro para chegar lá…..” 

 

15mar
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Afinal de contas o que é Yoga, ou seria Yôga, ou ainda Ioga?

Por Mario Reinert

A palavra Yoga literalmente significa “união” da raiz yuj, que significa unir, integrar. Tem a mesma origem do indo-europeu (Língua que deu origem ao sânscrito, latim, português etc.) da palavra jugo em português e yoke em inglês. Dependendo do contexto, ela pode receber diferentes significados, “disciplina ou estilo de vida”, como nas Upanishads (parte final dos Vedas), ou como “A restrição das flutuações da mente”, segundo os Yoga Sutras de Patanjali (um dos principais texto do Yoga). Quanto à pronúncia da palavra, em sânscrito ela é peculiar, pois a letra O é sempre longa e fechada. Se fôssemos buscar uma transliteração para a mesma pronúncia no português, seria algo como: Iôôga, com i, fechada e com duração de dois tempos no “ô” coisa que não temos em português.

Mas vale lembrar que o processo de assimilação de uma palavra por uma outra língua vai muito além da transliteração (processo de adaptar uma palavra de uma língua para a fonética de uma outra língua). O uso coloquial da palavra e os hábitos de uso vão influenciar em sua grafia final. Hoje em português do Brasil no dicionário, o Yoga se escreve “a ioga”, gênero feminino e com “o” aberto pelo ditongo “io”. Mas não se esqueça que na Índia, não existe distinção nenhuma entre o Yoga e a Ioga, e o mais importante não é como se fala e sim o que se faz, ou seja, nossas atitudes perante a vida. Pratique e seja ético!!!! Namastê!!!

Mario Reinert é arquiteto formado pela Universidade de São Paulo. Praticante dedicado das artes marciais, percorreu diversos estilos (Muay Thai, Judô, Capoeira, Ju-Jitsu, Boxe etc.) com destaque para o Aikido, no qual chegou a faixa preta. Iniciou no Yoga buscando a cura para uma tendinite por uso do computador (LER), com a prática do Yoga encontrou mais do que a cura de uma doença, encontrou uma nova maneira de viver, com mais harmonia e consciência. Fez seguidas viagens para à Índia, praticando especialmente Ashtanga Vinyasa Yoga em Mysore no KPJAYI e a Meditação Vipassana. Em Mysore, recebeu a autorização para ensinar o método Ashtanga Vinyasa, mas em 2010 após a morte de Sri K. Pattabhi Jois desligou-se do Instituto, por não concordar com os rumos que este tomara. Estudou com diversos professores, formação de Iyengar Yoga com o professor Kalidas Nuyken em São Paulo (não concluído), Pránáyámas com BNS Iyengar (Mysore, Índia), Filosofia Indiana com os professores Nagaraj Rao e Gangadhara (Mysore, Índia), Bhagavadgita com DR. Satianarayana Das – (Rutgers – NJ – US), Yoga Sutras com Dr. M.A. Jayashree e M. A. Narasimhan(Mysore, Índia), Vedanta com a Mestra Glória Arieira e Vedánta e Sânscrito com Paula Ornelas, sua aluna, Anatomia com Leslie Kaminof e Amy Matthews (NY, US), entre outros. Hoje dedica-se a uma prática sutil e equilibrada baseada em sua experiência e que inclui todos os aspectos do Yoga, em busca de Saúde e Autoconhecimento. Também dirige o Namaskara Estúdio de Yoga ao lado de sua esposa Renata Ventura.

www.namaskara.com.br

http://www.agenda.namaskara.com.br

 

04mar
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Gentileza Gera Anugraha

Por Pedro Kupfer

Texto publicado no site www.yoga.pro.br

O Profeta Gentileza estava em plena atividade quando eu morava em Saquarema, no final dos anos 1980 e início da década de 1990. Nascido José Datrino, este paulista de Cafelândia teve uma epifania que o levou a ajudar vítimas de um incêndio na cidade de Niterói e, depois disso, dedicou o resto da sua vida a confortar os demais com palavras e ações amorosas. Um verdadeiro exemplo de dharma em movimento.

Diz a Wikipédia sobre esta grande alma: “Desde sua infância José Datrino era possuidor de um comportamento atípico. Por volta dos treze anos de idade, passou a ter premonições sobre sua missão na terra, na qual acreditava que um dia, depois de constituir família, filhos e bens, deixaria tudo em prol de sua missão. Este comportamento causou preocupação em seus pais, que chegaram a suspeitar que o filho sofria de algum tipo de loucura, chegando a buscar ajuda em curandeiros espirituais.”

Se o Profeta Gentileza tivesse nascido na Índia, certamente seria considerado um sábio e santo, e jamais seus pais teriam pensado que ele era louco. Quando eu chegava de ônibus na rodoviária do Rio de Janeiro, via os esplendorosos murais que ele pintava ao longo do Viaduto do Cajú e me perguntava o que isso significaria, e quem teria deixado essas mensagens.

O adágio que mais se repetia naquelas inscrições, recentemente restauradas, era “Gentileza gera Gentileza. Amor”. Vim saber dele muito tempo depois, quando já havia falecido. Porém, o legado dele, a importância de tratar os demais com consideração e respeito, continua.

Quando pensamos em emoções, atitudes ou virtudes, e a maneira em que elas são vividas e sentidas nas diversas culturas, reparamos que elas podem ter distintas nuanças, como as das cores usadas por diferentes pintores. De cada paleta surgem diferentes universos de cor, que são similares entre si e, no entanto, absolutamente únicos. Assim, não há uma tradução direta e exata com uma única palavra para designar esse tipo de emoção ou atitude, de cultura para cultura.

Há duas palavras para dizer gentileza em sânscrito, todas ligadas à vida de Yoga: prasada e anugraha. Prasada é o termo mais freqüente usado na língua sânscrita para denotar graça ou gentileza. Essa palavra deriva da raiz sad, que significa “estabelecer-se” ou “sentar”.

Prasada tem dois sentidos: por um lado, designa qualidades como gentileza, serenidade e bom-humor enquanto que, por outro, ainda significa calma, pureza e clareza. Se este termo está ligado sempre as manifestações mais harmoniosas da divindade, é por que a gentileza, a graça e as demais qualidades são de fato divinas.

A segunda maneira de dizer gentileza é anugraha. O Bhagavata Purana usa repetidas vezes o termo anugraha como expressão da compaixão de Ishvara por todas as criaturas. Adi Shankaracharya, ao longo de toda sua obra, igualmente menciona anugraha como a graça que possibilita a libertação, a saída do samsara, o ciclo de nascimentos e mortes.

O oposto de anugraha é nigraha, que pode ser compreendido como obstrução para a liberdade, ou ficar preso aos condicionamentos. Seja qual for a palavra que usarmos em sânscrito para dizer gentileza, essa gentileza tem duas dimensões: a divina em relação ao humano, e a da convivência entre os humanos.

A gentileza, seja como prasada, seja como anugraha, sempre aparece nos textos de Yoga ligada ao estado de graça produzido pela contemplação, o êxtase ou o arrebato devocional. Gentileza é aquilo que naturalmente surge quando a pessoa amadurece emocionalmente ou se aproxima desse estado de consciência que é moksha, a liberdade. Como todas as demais virtudes, a gentileza é um efeito colateral da maturidade emocional.

Nesse sentido, creio que a nossa sociedade poderia ser mais feliz se descobrisse o valor da gentileza. Para isso, como ensinou o Profeta Gentileza, todos nós devemos fazer a nossa parte no sentido de tornar o mundo um lugar mais agradável.

Assim, podemos pensar em nos colocar na pele dos demais e trabalhar pequenas atitudes, como ceder a passagem no trânsito, não querer sempre chegar em primeiro lugar, ajudar desinteressadamente os necessitados, deixar os outros vencerem de vez em quando, e não sermos tão duros com nós mesmos. Namaste!

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